Fachin, manipulando a eleição, nega pedido de Lula para concorrer ao Planalto

quinta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Após a candidatura de Lula ser barrada pelo TSE, por 6 a 1, na madrugada do último sábado (01), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da operação Lava Jato na Corte, negou o primeiro pedido feito pela defesa de Lula (PT) para suspender sua condenação e permitir sua candidatura à presidência.

Demonstrando mais uma vez a manipulação dessa eleição pelo judiciário, o ministro do STF se prova como um fiel agente do golpe e de seus ataques contra os trabalhadores. Impedindo a candidatura de Lula, que concentra em quase metade das intenções de voto, e caçando o direito do petista de parecer na TV e no Rádio, o bonapartismo judiciário da provas de que serve aos interesses do mercado e dos capitalistas, procurando a todo custo manipular as eleições para favorecer algum candidato que agrade mais ao “mercado”, como Alckmin e Bolsonaro.

Por outro lado, não defendemos nem apoiamos voto no PT, que governou durante anos com alianças com a direita, abrindo caminho para o golpe, e não se enfrentando com o golpismo que segue atacando os direitos dos trabalhadores sem nenhuma resistência real das organizações sindicais atreladas ao PT, como a CUT.

O PT demonstrou não ser uma opção para os trabalhadores. Sendo considerado por diversas vezes como o “mal menor”, o PT seguia pagando fielmente a dívida pública que enriquecia ainda mais os banqueiros, se aliando, ainda hoje, com aqueles que apoiaram o golpe e garantindo que, como “mal menor”, se chegue, cedo ou tarde, ao pior, como foi o golpe institucional.

Porém, seguimos intransigentes na defesa do povo decidir em quem votar, contra o bonapartismo judiciário que segue no aprofundamento do golpe e da manipulação das eleições por meio dos seus agentes de toga. Para batalhar contra o autoritarismo judiciário e da direita, com completa independência do PT que os fortaleceu, lançamos nossas candidaturas como uma ferramenta da classe trabalhadora, juventude, mulheres e negros, uma tribuna desde a qual batalhamos programaticamente para que os capitalistas paguem pela crise.




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