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DEMISSÕES

Fábrica no Rio Grande do Sul demite 150 funcionários deixando centenas de famílias na rua

A John Deere, uma tradicional fabricante de equipamentos agrícolas demitiu 150 funcionários de Horizontina, no Rio Grande do Sul.

sexta-feira 8 de novembro| Edição do dia

A John Deere, uma tradicional fabricante de equipamentos agrícolas demitiu 150 funcionários de Horizontina, no Rio Grande do Sul.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região, a empresa já havia anunciado que demitiria trabalhadores, pois, segundo o que argumentam, uma baixa na produção estava prevista para o ano de 2019. Após este anúncio, a fabricante deu início a um plano de demissão voluntária e agora efetivamente demitiu 150 funcionários.

A fábrica, após ser procurada pela imprensa, emitiu uma nota que atribuiu essa decisão a um ajuste no quadro de funcionários. Para a empresa, a medida foi “necessária” em razão das variações de mercado.

A indústria do Rio Grande do Sul, neste segundo semestre do ano, diminuiu seu ritmo. Principalmente os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, estão voltando a cair, após passar por um processo de recuperação após a crise econômica. E entre suas principais causas está a crise da Argentina, pois o país é um dos maiores compradores das máquinas e dos veículos fabricados no Rio Grande do Sul.

Em momentos como esse, em que a produção passa por queda, os primeiros a ser afetados são os próprios trabalhadores e não os empresários. Para defender seus lucros, as empresas demitem centenas de funcionários e cortam direitos, deixando muitas famílias desamparadas, em situação de desemprego ou trabalho informal, que vêm batendo recordes.

Esse cenário não é um episódio pontual, na verdade é reflexo da crise econômica que está aberta e não tem previsão de fechar. Muito pelo contrário, muitos economistas apontam a possibilidade de uma nova recessão global em 2020. E está claro que, com a chegada da recessão, a primeira saída cogitada será a de descarregar essa crise nas costas da classe trabalhadora, que já vem tendo suas condições de vida sendo atacadas. Os anos de governo de conciliação de classes do PT mostraram que, ao mesmo tempo em que se faz algumas pequenas concessões à classe trabalhadora, os lucros dos capitalistas seguem intactos (ou crescentes) e que para que esses sigam intactos até mesmo em situações não favoráveis para economia, vão estar dispostos a atacar as concessões e até mesmo, esmagar mais as condições de vida dos trabalhadores.

É por isso que nós do Esquerda Diário e do Movimento Revolucionário de Trabalhadores não apostamos nesta estratégia de conciliação. A única saída possível para a crise exige total ruptura com a burguesia, sem conciliar classes e sem fazer acordo com partidos burgueses, contando somente com a força dos trabalhadores auto-organizados em seus locais de trabalho, com apoio da juventude e setores populares. Devemos seguir o exemplo do Chile, onde somente através das mobilizações e da luta nas ruas é possível barrar os ataques dos capitalistas em cima da classe trabalhadora.




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