Economia

CORONAVÍRUS

FMI prevê a maior queda desde 29, e oferece "ajuda" em troca de escravizar nações inteiras

sexta-feira 10 de abril| Edição do dia

O Fundo Monetário Internacional alterou sua previsão anterior que apostava em uma contenção da pandemia do coronavírus. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, traçou um panorama em que 170 dos 189 países membros do Fundo terão crescimento negativo neste ano de 2020 para a renda per capita. A previsão anteior era de crescimento positivo para 160 países, ou seja, ou inverso da revisão atual.

A diretora-gerente do FMI afirma que há grandes incertezas sobre a economia, mas para ela já é certo que: “O crescimento global se tornará bruscamente negativo em 2020, e antecipamos as piores consequências econômicas desde a Grande Depressão."

Mas como nas piores crises do capitalismo, sempre há meia dúzia que lucram horrores com a miséria de dezenas de bilhões de pessoas, Georgieva já desenha as políticas do FMI para o seu "público alvo", as nações em desenvolvimento, capitalismos periféricos e dependentes e semi-colônias:

“Os mercados emergentes e as nações de baixa renda, por toda a África, a América Latina e boa parte da Ásia, correm alto risco" (...) “Estimamos que as necessidades brutas de financiamento externo para mercados emergentes e países em desenvolvimento chegarão a dois trilhões de dólares, e eles só podem cobrir uma parte disto por si sós. Precisam de ajuda urgente.”

Leia também: Como esperado, FMI advertiu que não haverá desconto da dívida Argentina

Em um cenário projetado no qual faltem inclusive fundos para endividamento das nações dependentes, pode-se projetar também um cenário de recorde de lucros de bancos, em especial do FMI, que estará "nadando de braçada" com as taxas de juros e exigências econômicas feitas por cima de governos fantoches na América Latina, África e Ásia. O plano de dobrar nações inteiras de joelhos, que o FMI apresenta como "ajuda em tempos de crise", veem com juros amargos e exigências de reformas que para transformar o "sul global" cada vez mais em quintal dos EUA e da Europa.

“Estes são tempos para os quais o FMI foi criado” - declara a gerente do Fundo, anunciando a capacidade de empréstimos de 1 trilhão de dólares e a duplicação dos fundos de financiamento de emergência para 100 bilhões de dólares.

Enquanto bancos e fundos enriquecem (ganhando R 1,2 trilhão de Paulo Guedes, o povo morre na fila do hospital ou corre o risco de morrer de fome pelas demissões em massa ou pela falta de assistência - com um auxílio miserável que o governo Bolsonaro atrasa para pagar -, se faz urgente que a classe trabalhadora lute para expropriar toda esta riqueza e colocá-la à serviço de salvar vidas. Os bancos e o capital financeiro são responsáveis pela crise, pois são fosse a imensa parte do orçamento brasileiro destinada ao pagamento da Dívida Pública, haveria recursos para investir-se no Sistema Único de Saúde, havendo leitos, insumos, mascaras, respiradores etc.

Leia também: Proibição das demissões: uma medida urgente para enfrentar a crise

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