Sociedade

GREVE DOS CORREIOS

Correios mente sobre valor dos salários dos trabalhadores para manipular opinião pública

A greve dos correios ganha força desde o dia 17/8, e a diretoria da empresa, presidida pelo General Floriano Peixoto Vieira Neto, divulga contra-cheque manipulado no desespero para enfraquecer a greve e jogar a população contra os trabalhadores.

sexta-feira 21 de agosto| Edição do dia

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (FENTEC) denuncia na sua página do Facebook a manipulação feita pela diretoria dos Correios ao divulgar recentemente na mídia um contra-cheque com o valor do salário dos carteiros. Os trabalhadores foram surpreendidos neste mês de agosto com a retirada de 70 cláusulas do Acordo Coletivo que teria validade até 2021. Com a retirada dessas cláusulas como 30% do adicional de risco, vale alimentação, auxílio creche, licença maternidade de 180 dias, indenização por morte e diversos outros direitos. Os descontos chegam próximos a R$ 800.

O contra-cheque falso divulgado pela empresa apresenta um valor 22% mais alto do que o real. Evidentemente, a atitude da diretoria, dirigida por um general, está na lógica de Bolsonaro e Guedes de cortar os supostos “privilégios” dos trabalhadores públicos da estatal. Porém, não divulgam os valores de seus próprios salários e os altos privilégios da direção dos Correios, como o salário do General Floriano. Um trabalhador comenta sobre isso na postagem da FENTEC:

“Se são tão sinceros e querem demonstrar transparência a sociedade brasileira, que mostrem os contra-cheque de diretores e dos funcionários do alto escalão, general Floriano e seus assessores, pra ver quem está falando a verdade nessa luta”

Outro comentário diz:

“Se estes contra-cheques são verdadeiros, pq não é o q iremos receber? Cadê os descontos? No meu vem de desconto em torno de 50 a 60%. Absurdo e uma imoralidade a base desse governo ser fake!”

A empresa divulgou o valor dos salários, inclusive manipulando-os, para dividir os trabalhadores e jogar a opinião pública contra a luta. Enquanto isso, Bolsonaro, os generais, os ministros e todo o alto escalão do governo cheio de cargos gozam de altos salários e esbanjam o dinheiro público, privilegiando empresários e banqueiros bilionários, planejando entregar-lhes as empresas públicas a preço de banana inclusive, enquanto descarregam a pandemia e a crise econômica sobre as costas dos trabalhadores.

É possível encontrar na internet os salários da diretoria dos Correios do ciclo 2018/2019, o presidente ganhava R$ 46.727 e o vice-presidente R$ 40.632. A busca no google pelo salário da diretoria atual é infrutífera. Não seria de se admirar que o general Floriano tenha salários acumulados como militar, ministro e presidente dos Correios. Não é possível aceitar que esses altos privilegiados que acumulam cargos digam que são os trabalhadores que têm direitos mínimos sejam privilegiados. Que se corte os privilégios da elite antes de mais nada, dos capitalistas e seus lucros.

É preciso cercar de solidariedade a greve dos correios contra os ataques aos direitos e contra a privatização, que tem como objetivo entregar aos empresários as empresas públicas para que lucrem cada vez mais com a precarização das condições de trabalho. As centrais sindicais, como CUT e CTB, precisam sair da paralisia e construir um grande plano de luta em defesa das empresas públicas, sem nenhuma confiança no STF, no Congresso ou no governo.

Todo apoio à greve dos trabalhadores dos Correios!




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