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GREVE BANCÁRIOS

FENABAN quer manter arrocho e amordaçar bancários com acordo pra 2 anos

Em nova rodada de negociação que se iniciou nesta terça-feira e se prolongou pela quarta, a FENABAN chegou propondo novo modelo de Acordo Coletivo com duração de 2 anos, e manteve a proposta de arrocho para este ano, com índice de 7% + R$ 3.500 de abono para 2016 e reajuste da inflação + 0,5% para 2017. A proposta foi rejeitada pelo Comando Nacional na mesa de negociação.

quarta-feira 28 de setembro| Edição do dia

A greve nacional de bancários chega ao seu 23º dia e, após 2 semanas de total silêncio, a Fenaban aceitou reabrir as negociações após receber ofício enviado pelo Comando Nacional (formado por representantes de sindicatos de todo o país) pedindo nova reunião.

Acordo de 2 anos: Fenaban quer dar o golpe, Articulação/CUT prepara o terreno

Além do arrocho mantido, a Fenaban chegou propondo esse novo modelo para que o Acordo Coletivo este ano tenha validade até 2018. No fundo, se trata de uma armadilha que pode amordaçar ainda mais os bancários em meio a um período onde o governo golpista de Temer e seus aliados vão tentar acelerar os processos de privatização e terceirização além das reformas trabalhista e da previdência.

Além de rebaixada, essa proposta é uma clara tentativa de desmobilizar os trabalhadores frente aos ataques e preparar o terreno para que não haja resistência. E, nesse ponto, a direção burocrática da CUT escancara sua conivência com mais esse golpe quando relativiza o modelo de 2 anos em sua Folha Bancária de SP de 28/09/2016, dizendo que é algo normal em outras categorias e em países da Europa.

Nas redes sociais, bancários de todo o país mostraram sua indignação com esta proposta, mostrando muita disposição a rechaçar esse golpe que se anuncia. Não adianta garantir um índice decente agora se isso for nos amordaçar para lutar contra os ataques ainda maiores que virão.

Fortalecer a greve! E todos às assembleias na próxima segunda, dia 03/10!

Ficando sempre alerta com possíveis reviravoltas de hoje até segunda, é fundamental que a greve se fortaleça para colocar em xeque o endurecimento e o golpismo da Fenaban, e avançar na correlação de forças para barrar o arrocho e os ataques. É possível e só está na mão dos bancários de todo o país. Não podemos deixar esse desfecho sob o estrito controle de nossas direções que todos os anos traem nossas lutas. Temos que comparecer em massa na próxima assembleia para deixar um recado bem claro de que esses ataques não passarão.

Foto: Oposição bancária em piquete na Caixa em Osasco




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