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Extrema direita faz marcha nos EUA contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus

Grupos supremacistas brancos, nazistas, membros da Ku Klux Klan, ativistas da alt-right e demais grupos da extrema-direita norte-americana marcham contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

Julia Rodrigues

Estudante da EACH USP

sábado 12 de agosto| Edição do dia

Foto: Alejandro Alvarez/News2Share - Reuters

Na noite dessa sexta-feira (11), madrugada de sábado no Brasil, aconteceu uma reacionária marcha protagonizada pela extrema-direita na cidade universitária de Charlottesville, na Virgínia, sudoeste dos Estados Unidos. Descrito como parte do evento "Unir a Direita", centenas de grupos supremacistas brancos levantaram cartazes e gritaram palavras de ordem contras negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

Com pouco mais de 50 mil habitantes, a cidade foi escolhida como palco dos grupos fascistas após anunciar a decisão de retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal. Durante a Guerra Cívil americana o general ficou conhecido por comandar , o exército da Virgínia do Norte durante a Guerra Civil do país (1861-1865), principal força dos Estados Confederados da América que lutavam para se separar da União e assim manter a escravidão.

Composta por supremacistas brancos, saudosistas nazis, membros da Ku Klux Klan, activistas da alt-right e demais grupos da extrema-direita norte-americana os manifestantes marcharam à luz de tochas, com bandeiras dos Confederados e gritavam palavras de ordem como "Judeus não vão nos substituir" , "Vidas Brancas Importam", “sangue e solo" e "um povo, uma nação, acabem com a imigração" . Algumas palavras eram contra o "Black Lives Matter" movimento contra a morte de negros por policiais que ganhou força ano passado nos EUA.


Foto: Joshua Roberts/ Reuters

Afirmações de ódio, extremamente racistas e xenófobas foram desferidas pelos manifestantes contra os opositores do protesto fascista. "Sim, eu sou nazista, eu sou nazista, sim", afirmou um homem segundo reportagem da BBC. "Eu aprendi com meu pai que precisamos defender a raça branca e hoje estou passando este ensinamento para a minha filha", disse um pai durante a manifestação. A mãe por sua vez afirmou "Se não fizermos algo, seremos expulsos do nosso próprio país". Outro homem ainda declarou "Gays, negros, imigrantes imundos, todos eles se manifestam e recebem apoio por isso. Porque quando homens brancos decidem gritar por seus direitos e sua sobrevivência vocês fazem esse escândalo?"

A marcha "Unir a Direita" entrou em confronto com um grupo que se manifestavam contra o protesto. Estudantes negros do campus da universidade da Virgínia, e jovens declarados antifascistas tentaram fazer uma "parede-humana" para impedir a chegada da marcha a parada final. Vídeos flagraram homens lançando tochas contra os estudantes, enquanto estes se defendiam com spray de pimenta. Se tem notícia de ao menos um morto e 19 pessoas feridas até o momento. Um veículo atropelou várias pessoas na manifestação, disseram testemunhas. Não se sabe ainda o número exato de feridos.


Foto: Joshua Roberts/ Reuters

O prefeito de Charlottesville divulgou após a marcha uma nota contrária ao acontecimento, classificando o ato como "uma parada covarde de ódio, fanatismo, racismo e intolerância". o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou "estado de emergência" na cidade e afirmou ser uma "eminente guerra civil". Autoridades locais divulgaram que alguns militantes foram detidos, mas o número não foi confirmado.

A supremacia branca com seu discurso e ações que promovem o ódio contra os negros, imigrantes, LGBT, e a outros grupos chamados de minorias, ganhou força depois que Donald Trump, conhecido dentre outros absurdos por disseminar discursos xenofóbos contra refugiados, ocupou a presidência do País.

Confirma alguns vídeos do confronto divulgados pelo CNN




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