Política

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Exposto ao ridículo por fraudes no currículo, ministro de Bolsonaro pede demissão com 5 dias no cargo

A tragicomédia desse governo só cresce. Novo ministro da Educação sequer tomou posse, e 5 dias depois de sua nomeação, e da exposição de 3 mentiras no seu currículo, ele entregou carta de demissão.

terça-feira 30 de junho| Edição do dia

Diante do acúmulo de mentiras de Carlos Alberto Decotelli, 3 instituições desmentiram o currículo do ministro, tornou-se insustentável até para Bolsonaro, rei das fakes news manter a fraude ambulante no cargo.

Decotelli foi forçado a pedir a sua demissão do cargo. A principal justificativa de Bolsonaro para a nomeação do ministro se apoiava no suposto currículo exemplar do ministro. Porém, ponto a ponto do currículum lattes do ministro foi desmentido, primeiro o mestrado na Universidade de Rosario na Argentina, depois o pós-doutorado na Alemanha, até a passagem como professor da FGV.

A prática de mentir no currículo é uma constante no governo Bolsonaro, Ricardo Salles e Damares também tiveram farsas denunciadas, mostrando a precariedade da fachada de competência que a extrema-direita tenta sustentar. Damares apresentou um suposto mestrado no currículo, mesmos em ter nenhum diploma que depois declarou ser um mestrado "bíblico". Ricardo Salles também se autodeclarou mestre em direito pela Universidade de Yale, informação posteriormente desmentida que ele atribuiu a um erro da assessoria.

O governo Bolsonaro vai superando seus recordes. Se Nelson Teich não conseguiu completar nem 1 mês no ministério, Decotelli não conseguiu se sustentar nem 1 semana. Bolsonaro e os militares terão que buscar outro nome para servir de fachada para os interesses privatistas que buscam emplacar no ministério da Educação.




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