Cultura

EXPOSIÇÃO VIDEOARTE

Exposições exibem videoarte em São Paulo

Está ocorrendo o 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil – Panoramas do Sul (até dia 6 de dezembro de 2015) no Sesc Pompéia e no Galpão VB na Vila Leopoldina, Zona Oeste. Paralelamente, ocorre também a mostra panorâmica “Quem Nasce Pra Aventura Não Toma Outro Rumo” (até dia 10 de janeiro de 2016) com obras do acervo Videobrasil no Paço das Artes na Cidade Universitária.

segunda-feira 2 de novembro de 2015| Edição do dia

Para quem quiser conhecer um pouco da história da videoarte, ou mesmo se aprofundar, é possível realizar um roteiro gratuito na cidade de São Paulo.

Está ocorrendo o 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil – Panoramas do Sul (até dia 6 de dezembro de 2015) no Sesc Pompéia e no Galpão VB na Vila Leopoldina, Zona Oeste. Paralelamente, ocorre também a mostra panorâmica “Quem Nasce Pra Aventura Não Toma Outro Rumo” (até dia 10 de janeiro de 2016) com obras do acervo Videobrasil no Paço das Artes na Cidade Universitária.

É possível encontrar trabalhos pioneiros dessa mesma linguagem na exposição “Vizinhos distantes” (até dia 31 de julho de 2016) no Museu de Arte Contemporânea da USP no Ibirapuera.

Vale a pena destacar dois trabalhos que podem ser encontrados na exposição do Paço das Artes: “A situação” e “Temporada de caça”.

Em “A situação” (1978) de Geraldo Anhaia Mello temos um personagem representando um jornalista de telejornal vestindo terno e gravata como de costume para dar ”credibilidade” às suas opiniões. A cena se resume na tentativa de iniciar um diagnóstico a respeito da “situação social, política, econômica e cultural brasileira” em meio a ditadura civil-militar, porém não chega a desenvolvê-la pois o jornalista fica constantemente tomando goles e goles de cachaça e retornando cada vez mais embriagado à frase inicial.

No final dos anos 1980 registra-se em São Paulo uma série de crimes homofóbicos, inclusive o assassinato de Luís Antonio Martinez Correa que era irmão de José Celso do grupo Teatro Oficina, o que gerou bastante revolta entre os artistas. No trabalho “temporada de caça” (1988) da artista Rita Moreira vemos imagens da cultura de massas, opiniões de militantes contra as diferentes formas de violência às chamadas “minorias”, bem como opiniões de desconhecidos que revelam uma discrepância importante nestas falas. Tanto naquele momento quanto nos dias de hoje vemos diversos assassinatos de homossexuais, travestis, transexuais, imigrantes, o que coloca a importância do combate à esses problemas brutais da sociedade tanto nos locais de trabalho quanto no mundo das artes.

Saiba mais clicando aqui: Experimentalismos, crítica social e o surgimento de um novo suporte




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