Gênero e sexualidade

8M - MULHERES SÍRIAS

Exploração sexual de mulheres sírias é miséria humanitária do capitalismo

Na Síria, mulheres se submetem a “troca de favores” com “ajuda” humanitária das Nações Unidas e são exploradas sexualmente. Retrato da miséria que as guerras imperialistas capitalistas trazem a vida das mulheres de todo mundo.

quarta-feira 28 de fevereiro| Edição do dia

(CARL COURT / GETTY IMAGES)

A Síria vive uma realidade complexa de disputa de poder tanto por parte do atual regime e de movimentos internos quanto de países como EUA e Rússia que disputam posições geopolíticas. A realidade é muito parecida em outros países do oriente médio, onde o imperialismo norte-americano disputa com regimes totalitários internos e outros países que procuram influências e acesso a recursos naturais do território.

A Organização das Nações Unidas (ONU), dirigida aos países interessados nessa guerra, oferece “ajuda humanitária” gratuita na Síria, logo após ser responsável pela calamidade social gerada pelos bombardeiros. Como se não bastasse, suas “tropas de paz” agora aproveitam da miséria social da guerra para explorar sexualmente as mulheres, em especial solteiras e viúvas, em troca de ajuda de qualquer espécie.

Não é novo ver tamanha desumanidade associada às Nações Unidas. No Haiti, torturas e estupro de mulheres eram mais que recorrentes, eram práticas de controle humanitário sobre a primeira colônia de escravos africanos a gritar liberdade e ameaçar a expansão do capitalismo intercontinental. As mesmas tropas brasileiras que prestavam esse tipo de serviço à ONU no Haiti estão hoje sendo mobilizadas para intervir nas favelas do Rio de Janeiro. Esses fatos mostram que esse tipo de ação só trará mais sofrimento para as mulheres.

Esse ano como em 2017 está sendo convocada uma paralisação internacional de mulheres no dia 8 de março, onde deve servir para defender a vida das mulheres também contra as guerras imperialistas e sua tragédia humanitária. No Brasil, a defesa dos direitos democráticos das mulheres, como o direito de decidir em quem votar, assim como a oposição à intervenção federal no Rio de Janeiro, serão fundamentais em um cenário de avanço do golpe. Pela revogação da reforma trabalhista, que coloca as mulheres em situações de trabalho insalubre e mais expostas ao assédio no trabalho, deve ser o ponto de apoio para exigir que as centrais sindicais organizem a luta das mulheres em cada local de trabalho, aliando aos métodos de luta da classe trabalhadora.




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