Educação

GREVE DE SP: GREVE DOS PROFESSORES E SERVIDORES MUNICIPAISE SERVIDORES MUNICIPAIS

Expandir a greve em cada escola e tomá-la em nossas mãos

terça-feira 12 de fevereiro| Edição do dia

Todas as professoras e professores municipais em greve nesse momento estão se colocando a questão: é possível aumentar a força de nossa greve para vencer? O que devemos fazer para isso? Essas são questões fundamentais e a resposta está sem dúvida em mudar o curso de como vem sendo construída nossa greve.

Para nós, apenas com a categoria assumindo definitivamente a greve em suas mãos, com as professoras que tem sido parte ativa de convencer novas para entrar na greve, politizando nas escolas, elegendo representantes para os comandos e que estes tenham voz e direito de decidir o rumo da greve em nossas assembleias. Mas porquê isso, que deveria ser natural para a construção da nossa greve, não é o que acontece de fato? A resposta passa em entender que a direção do sindicato não está querendo construir uma luta realmente democrática, construída pela base e que possa se massificar para vencer.

Apesar de ter convocado a greve, a direção do sindicato não atua de forma a que ela se massifique e atinja seu auge, ao invés de batalhar como muitas professoras tem feito, em cada comando regional passando de manhã até a noite em escolas pra convencer nossos colegas que com uma forte greve podemos vencer, Claudio Fonseca tenta nos jogar uns contra os outros. Na última assembleia, no dia 7, fez um discurso responsabilizando os professores que não estão em greve pela situação que estamos, os chamando de pelegos, e inclusive misturando os nossos colegas - que não estão com confiança nessa luta dirigida de forma rotineira pelo sindicato numa conjuntura dificílima, e por isso ainda não aderiram - com aqueles que estão entregando nossos nomes para a prefeitura para nos reprimir e acabar com o direito de greve!

Essa falta de democracia na greve que leva a falta de confiança na direção do sindicato tem se expressado em distintos comandos, que reivindicam o direito a fala e apresentar propostas na assembleia, e professoras, como as de uma escola da Zona norte, que levam faixas colocando esse protesto:

Nossa categoria está paralisando massivamente nas assembleias, mesmo ainda sem a confiança de muitos de que podemos vencer. Somos uma categoria onde a maioria esmagadora são professores de luta e defendem o direito de greve e que nos últimos anos se enfrentou sem arrego, que tem milhares de mulheres que se colocam na linha de frente e que nesse último ato se enfrentaram como guerreiras com a repressão policial de Covas e Doria, veja aqui. Não podemos cair nesse discurso e nos dividir, precisamos buscar convencer cada colega, amplificando a organização a partir da base, em cada escola e me cada local de trabalho, tocar as mentes e confiança de cada um deles de que a força para vencer não está nessa direção sindical e sim na força e união de cada escola para massificar a greve e dobrar a intransigência do governo.

Se é verdade que ainda há setores do funcionalismo que não aderiram à greve não será com a política passiva e paralisada das direções dos sindicatos, que não passam confiança alguma aos trabalhadores, que esse cenário mudará. A confiança necessária para a greve ganhe força, se massifique e que não caia em uma grande espera de resposta da prefeitura, só virá das mãos dos professores servidores municipais, e por isso são os próprios professores e funcionários que enfrentam todos os dias a precarização do governo que devem dirigir e decidir os rumos dessa greve, na defesa de seus direitos e contra as possíveis repressões da Covas.

Acreditamos na força da nossa categoria e na convicção dos professores em defender seus empregos e a educação dos filhos dos trabalhadores. Essa verdadeira burocracia sindical busca nos dividir para controlar a nossa luta, mas juntos podemos massificar a greve, os comandos regionais unificados com o funcionalismo, organizar reuniões em cada escola e local de trabalho, eleger representantes nessas reuniões para os comando e nos comandos, que possam ser dirigentes dessa luta e nos dar voz, que sejam nossos colegas com os quais trabalhamos todos os dias e confiamos não só a levar nossas propostas no caminhão de som, a propor os caminhos e decisões para o rumo da luta, mas também para trata de seus interesses nas possíveis negociações, sem abrir mão de nossas reivindicações. Acreditamos que tomando essa luta em nossas próprias mãos podemos dar confiança às massas combativas de nossa categoria, nos unificar, superar o impasse no qual nos encontramos e vencer, dando um grande exemplo para todos os trabalhadores do nosso país que não precisamos e não vamos aceitar que passem por cima de todos nós.




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