Política

ELEIÇÕES 2016

"Existe político que não seja corrupto para nos representar?"

Cada vez mais a população se questiona que uma minoria ganhe muito dinheiro com o suor do trabalho de uma maioria. Construamos uma alternativa contra os ataques da direita e essa política que governa somente para empresários e patrões.

quarta-feira 17 de agosto| Edição do dia

Desde meus primeiros contatos com espaços políticos, lá atrás com o grêmio estudantil, comecei a me questionar sobre a disparidade entre a realidade que eu via e as ideias políticas que eu acreditava. Foi principalmente com os atos contra o aumento da tarifa do transporte de junho de 2013 que ficou claro para mim, e acredito que para grande parte da população, que havia uma crise política no país e que a maioria das pessoas estava insatisfeita. O sistema representativo que temos hoje está cada vez sendo mais questionado, já que está ficando evidente que os políticos governam para empresários e não para a população, para as mulheres, negros, LGBTs, trabalhadores e juventude.

O governo de Michel Temer a cada dia que passa ataca mais os direitos dos trabalhadores, impondo reajustes, precarizando os trabalhos e a vida da população, abrindo o país para as multinacionais e o neoliberalismo. Mesmo assim, cada vez mais também se tem a consciência de que o governo do PT está alinhado a políticas de direita, implantando pesados ajustes e fazendo estranhas alianças, governando igualmente para uma minoria.

A população se questiona se existe algum político que não seja corrupto, conservador e que de fato olhe e defenda os direitos da maioria. De fato, mudanças estruturais na sociedade não serão alcançadas pelos mesmos meios de sempre, dentro do sistema capitalista. De fato, o congresso eleito é o mais conservador desde o período da ditadura militar. De fato, mudanças estão borbulhando e cada vez mais a população se indigna, se organiza e se mobiliza, indo às ruas tentando fazer sua voz ser ouvida. E de fato que a guinada para tais mudanças pode ser tanto pela esquerda, como pela direita, como vimos acontecer com as ruas cheias de verde e amarelo nas manifestações pró-impeachment e com as políticas do golpista Michel Temer.

Ainda que tenhamos consciência de todos esses fatos, e justamente por causa deles, é preciso ter uma voz anticapitalista que nos represente, que esteja ao lado da população, que seja contra qualquer tipo de opressão, que lute pelos direitos dos trabalhadores, que não aceite privilégios por ser político, que esteja nas ruas lutando por mudanças e que seja contra toda a exploração e desigualdade que o capitalismo não só nutre, como incita para se manter. Meu voto é anticapitalista.

Meu apoio à candidata Diana Assunção para vereadora de São Paulo é para termos, todas e todos, voz dentro do sistema político e podermos nos fazer ouvir. Pois milhões de brasileiros não aceitam os cortes e ajustes que vêm sendo implementados, não aceitam a exploração e precarização do trabalho, não aceitam a manutenção das opressões. E não só não aceitam, mas sonham em ter essa voz. Façamos ela soar e ecoar.




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