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Exército treina como reprimir a greve geral na região de Campinas

Em Paulínia, região de Campinas, tropas do exército iniciaram treinamento para intervir para reprimir manifestações, piquetes, cortes de rua. O treinamento começou no dia 07/06, quarta feira, e vai até a sexta-feira (09/06).

Leticia Parks

São Paulo

quinta-feira 8 de junho| Edição do dia

Segundo o comandante Kristian Carlos Amazonas, o treinamento foi realizado para "manter a tropa em sua capacitação, suas técnicas, táticas e procedimentos em condições para que, em caso de emprego em qualquer parte do território federal, ela esteja em prontidão permanente".

O treinamento, que acontece anualmente em cidades específicas, dessa vez teve foco em contenção de manifestações de rua, como piquetes, cortes de rua, e ações historicamente utilizada pela classe trabalhadora para lutar contra ataques e reivindicar direitos. Como se pode ver no vídeo da reportagem do Jornal Bom Dia Cidade, a proposta era fazer uma simulação o mais próximo da realidade possível e, portante, o treinamento simula a repressão a manifestantes em um corte de avenida.

Veja aqui o vídeo da reportagem.

Em um momento em que a classe trabalhadora tem dado amostras de sua disposição para resistir e lutar contra os ataques, como foi o dia 28 de abril e a grande manifestação em Brasília no último dia 24, o foco do treinamento desse ano ser a repressão à manifestações não é por acaso. Está convocada uma nova greve geral para o dia 30 de junho, e o Estado brasileiro está abertamente se preparando para isso, ou seja, preparando a repressão para tentar calar a luta dos trabalhadores e da juventude.

Na última ação de protesto contra as reformas, no dia 24 de maio em Brasília, o golpista Temer emitiu um mandato de Garantia de Lei e Ordem contra a enorme manifestação operária em Brasília, ação que colocou o exército herdeiro da ditadura militar para assumir posição de polícia e reprimir diretamente os manifestantes. Agora, Temer já treina seu exército para diretamente saber exatamente como responder violentamente à luta dos trabalhadores.

Na greve do dia 30 estaremos paralisados e nas ruas batalhando pela defesa de direitos elementares, como a aposentadoria, e não nos submeteremos às ameaças desse Estado que tenta nos arrancar tudo para fazer com que paguemos pela crise criada pelos capitalistas. Mas para que medidas como o exército na rua não possam mais ser livre direito dos nossos inimigos, é preciso batalhar para que essa greve se construa na base e que coloque na ordem do dia um Constituinte Livre e Soberana, que mude as regras do jogo e faça com que os capitalistas paguem pela crise.

Saiba mais sobre o 30 de Junho: tomar a greve geral em nossas mãos!




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