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Exército é quem mais recebe do Governo para obras públicas. Empreiteiros se incomodam

O Exército é quem mais recebe verbas do Governo para obras públicas, mais até do que as cinco principais empreiteras fornecedoras do governo juntas. O número atual e a perspectiva de crescimento ajudam a entender o compromisso dos Generais com o Governo e mostram que não são apenas setores do centrão que disputam verbas públicas, mas também o Exército cava seu espaço.

domingo 14 de junho| Edição do dia

O grosso do alto orçamento hoje recebido pelos militares para obras ao redor do país - que já ultrapassa a casa de R$ 1 bi - é majoritariamente vindo do Ministério de Infraestrutura, de Tarcísio de Freitas, ministro de formação militar. São obras de reformas e criações de novas rodovias em diversos pontos do país.

Hoje, as obras e contratos na mão do Exército já são maiores do que as cinco principais fornecedoras que recebem contratos do governo. Juntos, estes cinco maiores fornecedores receberam sob o Governo Bolsonaro cerca de R$ 251,8 milhões. São eles: Neovia Infraestrutura Rodoviária (R$ 66,8 milhões); Construtora Meirelles Mascarenhas (R$ 58,5 milhões); Pavia Brasil (R$ 53 milhões); Construtora Visor (R$ 42,7 milhões); e LCM Construtora e Comércio (R$ 30,8 milhões).

O Exército, pela via do Ministério de Infraestrutura apenas, mantém entre contratos de construção de vias e manutenção, cerca de R$ 800 milhões, que por sí já é mais alto do que as 5 fornecedoras citadas acima, e mostra um claro movimento de fortalecimento da entrada dos militares em contratos com o Governo após o fortalecimento da aliança entre Bolsonaro e os Generais que hoje estão em seu governo.

Seguindo, só com o Ministério da Infraestrutura são seis projetos de obras - já que parte do montante bilionário de contrato segue de governos anteriores. Quatro deles se referem a obras de restauração, manutenção e outros serviços em quatro rodovias: BR-135 (MA), BR-110/316 (PE), BR-230 (PB) e BR-432 (RR). Os outros dois foram repasses do ministério para a compra de equipamentos e veículos pelo Exército a serem usados na prestação dos serviços. Há ainda uma sétima obra, para a construção de um dos trechos da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). O contrato será assinado em dois meses. O valor estimado do novo projeto é de pelo menos R$ 100 milhões.

É possível vislumbrar o futuro e inclusive colocar como hipótese que com o plano econômico dos militares, o Pró-Brasil, liderados entre outros por Braga Netto, Ministro da Casa Civil, pode aumentar ainda mais a participação dos militares nessa área e fortalecer ainda mais essa relação de privilégio para o Exército em contratos com o Governo.




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