Política

Exército cerra fileiras com Bolsonaro: será cãozinho para extinguir direitos trabalhistas

quarta-feira 3 de outubro| Edição do dia

Bolsonaro nunca foi bem quisto na cúpula do Exército. Isso mudou. Graças à presença de números generais quatro-estrelas em seu staff, como informam diferentes jornais, em especial a Folha de São Paulo. O jornal da família Frias está empreendendo um giro para alcançar a Globo e o Estadão em apoio ao reacionário ex-capitão.

O amansamento de Bolsonaro aos olhos da alta cúpula, informa a Folha em coluna de hoje se deu graças a presença de Augusto Heleno, Oswaldo Ferreira e Mourão. Mas isso é só um pedacinho da história. Outra parte não retratada no jornal paulista é o calculo político que o controlam já que são seus avalistas perante o mercado e o "establishment" de que ele está na coleira, “que é seu cachorrinho” e que, como tal será agressivo contra quem eles desejarem, a educação, as mulheres, os negros, mas em especial os direitos trabalhistas.

O entusiasmo com que Bolsonaro adotou um programa de taxação única - ou seja que pobres paguem mais impostos e os ricos menos; sua defesa de fim da CLT fazendo chantagens como "emprego sem direito ou direito sem emprego", foram os sinais ao Exército que estão no barco certo. Estão no barco que tem como rumo acabar com os direitos trabalhistas. Entusiasmados com a atuação de seu reles capitão aumentam as apostas e começam a mirar o décimo terceiro salário, como tem falado Mourão.

O casamento de Bolsonaro com o neoliberalismo é muitas vezes atribuído a Paulo Guedes. Nada mais enganoso. A cúpula do Exército brasileiro é a fina flor do entreguismo e de acabar com os direitos trabalhistas. Graças a alta cúpula há exercícios militares ianques na Amazônia e seu pleno controle de nosso espaço áereo (esquema SIVAM durante governo FHC), graças a cúpula da Aeronáutica a base de Alcântara está indo para mãos americanas, tal como a Embraer. E – lembremos – quanto Mourão fala em acabar com os direitos trabalhistas.

Ardilosas e golpistas manobras marcam estas eleições. Das mais flagrantes como a prisão arbitrária de Lula e impedimento de sua candidatura e outras como sua proibição de dar entrevistas, para não falar do roubo de votos de milhões de brasileiros, sobretudo no nordeste para favorecer Bolsonaro. Parte destas manobras nota-se na cobertura jornalística. E a Folha de hoje não falta esmero nesta operação, destacando em letras garrafais como toda mídia quanto que o mercado quer Bolsonaro, e aumentando suas chances eleitorais como se vê na disposição de seu portal online boa parte do dia de hoje, imitando sua campanha também lançada na versão impressa.




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