Política

OPERAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Ex-secretário de obras de Eduardo Paes no Rio de Janeiro é preso

Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras de Eduardo Paes na prefeitura do Rio de Janeiro, foi preso nesta quinta-feira, 3, em mais uma fase da lava-jato na cidade.

sexta-feira 4 de agosto| Edição do dia

A operação chamada de “Rio 40 Graus” tem 10 suspeitos de receber propinas em obras públicas, que foram indiciados a partir da delação premiada da empreiteira “Carioca Engenharia”, segundo as investigações os suspeitos teriam recebido mais de 35 milhões de reais em propinas.

As propinas eram cobradas na realização de obras públicas na cidade, como as do corredor de ônibus Transcarioca e a na drenagem de córregos da Bacia Jacarepaguá e era dividida em três frentes: O ministério das cidades, o secretário municipal de obras e os fiscais responsáveis pelo acompanhamento das obras. Alexandre Pinto é suspeito de receber 1% de todo o valor da obra.

O PMDB também é investigado na operação e o ex-governador Sérgio Cabral é acusado de chefiar o grupo, além de outras relações com o partido no âmbito municipal e estadual. O ex-prefeito Eduardo Paes fez uma nota, em que teve coragem de dizer que “política não teve qualquer relação com sua nomeação para a função de secretário de obras” e que seria uma decepção se as investigações se confirmassem.

De forma demagógica, hoje o prefeito Crivella se mostrou "indignado" com os suspeitos na investigação e exonerou dois fiscais de obras, Alzamir de Freitas Araújo e Eduardo Fagundes de Carvalho, que também são suspeitos, mas sua família e sua igreja continuam nos cargos da prefeitura, regados à privilégios e supersalários.

Enquanto os esquemas de corrupção com o dinheiro da população vem à tona, e a justiça continua fazendo sua farsa com a lava jato, os trabalhadores e estudantes do Rio de Janeiro seguem vendo a cada dia mais seus direitos sendo atacados, com as privatizações, e precarização dos serviços públicos, como vemos com toda a crise dos servidores e da Uerj. Só nossa mobilização independente dessa casta podre de privilegiados dos políticos e judiciários pode realmente dar uma saída para crise profunda que passa o Rio de Janeiro.




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