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Ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro diz em delação que Cláudio Castro participava de esquema de desvios

sábado 26 de setembro| Edição do dia

FONTE: AGÊNCIA O GLOBO

O ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos, afirmou que, segundo conversas com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio André Ceciliano (PT-RJ), existia um esquema de propinas que desviava parte da verba de R$ 100 milhões doados pelo legislativo que era destinada ao combate ao coronavírus. Durante o acordo de delação premiada que permitiu esse depoimento, o ex-secretário também afirmou que tal esquema funcionava através de transferências de valores a prefeituras de outras cidades do Estado, influenciadas pelos deputados da Assembleia Legislativa. Edmar também afirmou que o valor era dividido também com o atual governador do estado em exercício Cláudio Castro (PSC-RJ), na época, vice-governador, e com o ex-secretário estadual da Casa Civil André Moura (PSC-RJ).

Segundo o anexo 31 do documento de sua delação, apresentado em reportagem do jornal O Globo, Edmar afirmava que a transferência de recursos seria organizada em cima de excedentes dos duodécimos da Alerj. O duodécimo trata-se do valor transferido pelo Tesouro Estadual para o custeio do órgão. O ex-secretário também afirmou que o Executivo passava por dificuldades de caixa e a Assembleia propôs doar as sobras, alegando que tal procedimento poderia sido uma manobra para facilitar o esquema de desvio das verbas destinadas ao combate a pandemia.

Tal situação escancara como a corrupção trata-se de um problema intrínseco a este regime apodrecido, cuja expressão no estado do Rio de janeira é ainda mais latente, e não será resolvida com o impeachment de Wilson Witzel. O avanço desse processo nada mais que serviria para trocar os jogadores do esquemas de corrupção do Rio de Janeiro. Segundo a própria delação de seu ex-secretário de Saúde, outros atores do regime, como parlamentares da Alerj ou o próprio Cláudio Castro que tomaria o cargo em definitivo com sua eventual saída, estariam evolvidos com esquemas de corrupção. Portanto, torna-se cada vez mais necessária uma saída estrutural que enfrente não só Witzel, o judiciário ou a Alerj, mas todo o regime de conjunto. Por isso reafirmamos aqui a necessidade dos trabalhadores se organizarem através de organismos de auto-organização para impor pela sua mobilização, uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que pudesse servir para esse questionarmos todas essas contradições do regime.




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