Política

BOLSONARISMO

Ex-secretária de Bolsonaro é Personal Trainer e filha de motorista investigado pela Coaf

O motorista de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, é investigado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) por movimentações financeiras suspeitas em benefício da família Bolsonaro, no valor de R$ 1,2 milhão. Sua filha parece também estar envolvidas nas picaretagens dessa família, uma personal trainer loteada em uma das secretarias de Bolsonaro, que recebia cerca de R$ 10 mil brutos.

sexta-feira 14 de dezembro de 2018| Edição do dia

Mais um nó do emaranhado de fisiologismos políticos da família Bolsonaro parece se revelar. Nathalia Queiroz, 29, é personal treiner de profissão, dedica suas postagens nas redes sociais a fotos em treinos com celebridades e a um orgulho da profissão. Estranhamente, ela também ocupava cargo em secretaria parlamentar de Jair Bolsonaro, recebendo um salário bruto de R$ 10.000,00 para 40h semanais.

Não seria a primeira vez que Bolsonaro é suspeito de lotear cargos públicos para interesses privados. Ele empregava uma servidora fantasma, no nome de uma vendedora de açaí e prestadora de serviços à casa de veraneio de Bolsonaro em Angra. O caso de Nathalia teria sido revelado pelo mesmo relatório da Coaf que encontrou uma suspeita de Bolsonaro usar de laranja o seu motorista para embolsar 1,2 milhão.

O caso é ainda mais peculiar pela relação com o recente escândalo envolvendo movimentações atípicas identificadas pelo Coaf na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o policial reformado Fabrício de Queiroz e pai de Nathalia. Nas palavras de Bolsonaro, ele e o pai de Nathalia eram amigos. Segundo as informações do Coaf, pelo menos oito assessores de Flávio Bolsonaro realizaram depósitos na conta de Queiroz, que operou um repasse de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que teria movido 1,2 milhão em um ano.

Os exemplos de fisiologismo da família Bolsonaro voltam a aparecer combinado ao escândalo de corrupção que revelou o relatório da Coaf, perante o qual Bolsonaro, Moro, Mourão e outros próximos ao presidente, até agora só deram explicações escusas ou parciais. São a outra cara do que prometeram combater à milhões de brasileiros, novos corruptos de uma nova direita, que apenas começaram a sujar suas mãos com esses escândalos.




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