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Ex-candidato à presidência argentina pela FIT participa de mesa contra Bolsonaro na Unicamp

quarta-feira 17 de outubro| Edição do dia

Na próxima segunda-feira, dia 22/10, ocorrerá no IFCH (Unicamp) a mesa “Para enfrentar Bolsonaro: Lições da experiência anticapitalista na Argentina”. Participará do debate o deputado nacional pela província de Buenos Aires e ex-candidato à presidência, Nicolás Del Caño, do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS) e da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) e Iuri Tonelo, doutorando em Sociologia pelo IFCH e editor do semanário Ideias de Esquerda. O Movimento Revolucionário de Trabalhadores, organização irmã do PTS argentino, impulsiona este debate para trazer as lições e exemplos das diversas experiências de lutas na Argentina para todos aqueles que se revoltam e querem pensar sobre as formas de enfrentar Bolsonaro, a extrema direita e as reformas.

Os trabalhadores argentinos vêm protagonizando duras batalhas contra as medidas neoliberais do governo de Maurício Macri em acordo com o FMI, mesmo com a indisposição da burocracia sindical da CGT. Foram várias mobilizações contra a reforma da previdência e paralisações nacionais com fechamento de ruas contra o pacote de ajustes e plano de austeridade para o próximo ano, somado à inflação altíssima e aumento do desemprego enfrentado por lá.

Nicolás Del Caño e o PTS estão historicamente na primeira fileira das lutas operárias, das mulheres e da juventude. Como deputado, sua atuação tem sido um ponto de apoio concreto na luta de classes, campo em que está a única saída para enfrentar de fato os ataques. Nicolás Del Caño faz parte de um fenômeno novo na argentina que são deputados de esquerda ligado as lutas dos trabalhadores, mulheres e LGBTs compondo junto a FIT uma ala radical de esquerda de oposição ao governo Macri e ao kirchinerismo. Na Argentina estes mandatos têm ganhado o título de parlamentarismo revolucionário.

A ascensão de Bolsonaro no Brasil é um alerta para a classe trabalhadora e juventude de toda a América Latina. Por isso o PTS está há mais de dois anos em luta contra o golpe, como demonstraram junto com as mulheres do grupo Pan y Rosas, a Frente de Esquerda e outras organizações políticas e sindicais, em ato contra Bolsonaro na Embaixada do Brasil recentemente. Veja o vídeo:

Nós, do MRT, estamos juntos com todos aqueles que votam no Haddad nos posicionando pelo voto crítico no mesmo, mas sem dar nenhum apoio político ao PT, que inclusive mais uma vez leva a frente uma estratégia para a derrota, sem impulsionar nenhuma luta que enfrente de fato o golpismo e a extrema direita. Estamos batalhando em todos os locais de estudo e trabalho onde estamos para a organização de comitês de base para lutar contra Bolsonaro nas ruas. Assim como exigindo da CUT, CTB e UNE que rompam com a paralisia e com seu eleitoralismo e organizem os trabalhadores e a juventude desde a base.

Em Campinas já são várias faculdades e institutos na Unicamp que estão paralisando e discutindo mobilizações, assim como professores da rede estadual e municipal da cidade, que organizaram um comitê de luta contra Bolsonaro, e vemos o avanço brutal do autoritarismo, com estudantes presos por panfletar, como ocorreu na manhã de ontem (16/10) no centro da cidade.

Convidamos todas e todos que querem lutar contra Bolsonaro para o debate que ocorrerá no IFCH da Unicamp, na segunda-feira (22/10), às 17h30. Somente será possível derrotar o avanço do autoritarismo através da luta de classes e de um programa anticapitalista com uma estratégia para vencer.




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