Corrupção

Ex-assessor de Geddel revela centenas de milhares em transações ilegais

Novas denúncias de assessor de Geddel Vieira Lima, ex-ministro e braço direito de Temer, revelam altas quantias em transações ilegais.

quarta-feira 8 de novembro| Edição do dia

A família Vieira Lima se estabeleceu como uma dinastia parlamentar. Mantém deputados há mais de 40 anos. Entre 1975 e 1990, na figura do pai, Afrísio. De 1991 até 2011, continuaram presentes no cenário legislativo com Geddel, que se tornou ministro e braço direito de Temer, e agora com seu irmão, Lúcio. E durante todo esse tempo, tiveram como braço direito Job Ribeiro Brandão, cujo cargo oficial era assessor parlamentar.

Job hoje está em prisão domiciliar por ter deixado suas impressões digitais nos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento ligado aos irmãos Vieira Lima. E já que está em voga ser delator, Job está abrindo o jogo sobre os esquemas de corrupção de Geddel e seu irmão para tentar amenizar sua pena.

Uma de suas denúncias é que Job supostamente devolveria cerca de 80% de seu salário líquido à família Vieira Lima, ficando apenas com uma pequena parcela. Tenta assim afirmar que não acumulou patrimônio equivalente ao valor cobrado por sua fiança.

Outra denúncia é que Job seria responsável por contar o dinheiro recebido pelos irmãos. Esse dinheiro, recebido em envelopes pardos em quantias entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, viria de fontes ilegais, e era contado em um gabinete na residência da mãe de Geddel e Lúcio.

Job também teria, como parte de suas atribuições como assessor, ou seja, recebendo salário de dinheiro público, uma tarefa da esfera particular: a responsabilidade de cuidar de Afrísio, o ex-deputado pai dos irmãos Vieira Lima, quando esse ficou doente.

O caso envolvendo Geddel, ex-braço direito de Temer, é mais uma demonstração do Estado funcionando como balcão de interesses privados, à revelia dos interesses da população, onde as negociatas entre políticos e grandes empresários ocorrem em paralelo aos espaços formais.




Tópicos relacionados

Geddel   /    Governo Temer   /    Corrupção

Comentários

Comentar