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Ex-advogado do MBL denuncia grupo por Caixa 2 e é ameaçado de morte

Segundo acusação de seu ex-advogado, Cleber Teixeira, Fernando Holliday, vereador eleito em 2016 na cidade de São Paulo pelo DEM e integrante do Movimento Brasil Livre, teria se recusado à assinar a prestação de contas apresentada à justiça.

sexta-feira 3 de novembro| Edição do dia

Cleber Santos Teixeira, ex-advogado do deputado eleito pelo DEM, Fernando Holiday, acusou o vereador do MBL de fazer uso de dinheiro não contabilizado em sua campanha. Segundo o advogado, o deputado apenas contabilizou metade do dinheiro utilizado em sua campanha, enquanto a outra metade teria sido utilizada para gastos pessoais do então candidato, como o pagamento de sua faculdade, gastos com combustível e alimentação de Holiday. Agora, segundo o mesmo em vídeo divulgado em sua página "O jacaré de tanga", membros do MBL ameaçam a vida do ex-advogado e de sua família.

Procurado pela mídia o deputado se negou a fazer entrevistas e a partir de uma nota negou as acusações, reiterando o valor oficial passado à justiça de R$ 59.164, 14 de gasto em sua campanha, colocando ainda que o responsável pela acusação sofria na realidade com “graves desvios morais”.

O advogado, em resposta, gravou um vídeo aonde cita uma série de acusações ao deputado e denuncia o sofrimento de ameaças graves, inclusive de morte, por parte de militantes do MBL.

Teixeira por sua vez não procurou a justiça de mãos abanando. Disponibilizou por meio de prints e gravações uma série de indícios que comprovam a corrupção por parte de Holliday. O advogado, que agora atua com o misógeno e reacionário ator Alexandre Frota, denunciou que a somatória dos gastos não contabilizados ao TSE, dariam por volta de 20.000 reais.

Os dinheiro restante da campanha, que sobra dos gastos utilizados, deve ser obrigatoriamente, segundo a legislação, creditado na conta bancária do partido de cada candidato. O valor declarado por Holliday de tais restos foi de menos de 600 reais, valor muito inferior ao trazido por Cleber Teixeira, que aponta a sobre de R$ 11.000. Os dados que comprovam a ilegalidade do deputado, são as trocas de mensagens realizadas entre Holliday e seu então advogado, aonde o integrante do MBL pede que sua faculdade seja paga com os tais 11.000 restantes da campanha:

Além do pagamento da universidade ter sido feito com dinheiro público, há também a acusação da contratação de cerca de 26 cabos eleitorais por 150 dias de trabalho, a 60 reais por dia a partir de caixa 2, como já informamos em março no Esquerda Diário. Tal acusação já havia sido feita pelo site Buzzfeed no início do ano e foi refutada pelo deputado que alegou que o dinheiro utilizado para contratação dos cabos teria sido doado por uma simpatizante da campanha, Tatiane Carvalho, que, no entanto, segundo os registros mostrados por Teixeira apontam, era uma das assessoras de impressa de Holliday, responsável por orçar serviços, e até mesmo se passar pelo deputado para a impressa. O ex-advogado afirmou em sua página que “O que saiu na imprensa foram apenas os gastos referentes às planilhas que a reportagem conseguiu ter acesso. Mas foram mais de 150 diárias pagas com recursos de caixa dois”.

Tatiane, que em gravações também trazidas pelo advogado, após as acusações recorrentes da polêmica, afirma ter sido abandonada por Holliday, e estar vivendo em um verdadeiro “mar de problemas”.

Fica evidente a ilegalidade da campanha do deputado do MBL, mostrando cada vez mais a hipocrisia desse movimento golpista. Os mesmos que lutaram lado a lado com os políticos mais corruptos do país em defesa do golpe institucional, que agora mostra sua cara mais reacionária contra a retirada de direitos dos trabalhadores, com um discurso de “combate á corrupção”, mostram que em nenhum momento poderiam apresentar uma alternativa séria de combate à mesma. Defendem uma série de medidas absurdas como o Escola Sem Partido, que na realidade são um verdadeiro ataque contra a juventude, incentivando a elaboração de conteúdos racistas, xenofóbicos, machistas, lgbtfóbicos ou de qualquer outro conteúdo de ódio e violência, fazendo parte, estes, de um grande ataque aos trabalhadores, às mulheres, aos negros e aos LGBT.

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