Gênero e sexualidade

CENSURA

Evento acadêmico sobre diversidade sexual é proibido em escola do RJ

O evento “Projeto Colorir: construindo um universo de amor e respeito”, que estava marcado para amanhã (28/06) na Escola Técnica Estadual Oscar Tenório (ETEOT) foi impedido de ocorrer, alegando-se ‘falta de segurança’ para realização do evento.

quinta-feira 27 de junho| Edição do dia

O evento “Projeto Colorir: construindo um universo de amor e respeito”, que estava marcado para amanhã (28/06) na Escola Técnica Estadual Oscar Tenório (ETEOT) foi impedido de ocorrer, alegando-se ‘falta de segurança’ para realização do evento.

O Projeto envolve estudantes da instituição e acadêmicos e é reconhecido nacionalmente por prêmios pela sua temática que trata do respeito aos LGBTs, da diversidade sexual e de outros grupos estigmatizados.

Antes mesmo da decisão tomada em proibir o evento, o deputado Márcio Gualberto (PSL) havia enviado um ofício, que se destaca por tamanho autoritarismo e ingerência nas atividades organizadas pela própria Escola Técnica ETEOT, exigindo detalhes à respeito da programação do evento, dos nomes dos palestrantes, do conteúdo das palestras e também de quem o organizava.

A extrema-direita nacionalmente se destaca por projetos reacionários como o Escola Sem Partido, que prega a censura e perseguição de alunos, professores e de todo conhecimento e postura política crítica que sejam incompatíveis com seus dogmas religiosos e valores medievais. Não é por acaso que a proibição tem como alvo um projeto com a temática LGBTQI+ e que conta com a participação de muitos jovens, mulheres e negros.

Recentemente, Bolsonaro e o Itamaraty declararam que "gênero significa sexo biológico, feminino ou masculino", logo após centenas de milhares saírem às ruas na Parada LGBT.

Visam censurar e perseguir qualquer forma de livre expressão e organização da juventude, pois querem obrigá-la a aceitar os ataques contra a educação, assim como impor suas políticas conservadoras em nome de “Deus e da Família” dos governos e suas medidas genocidas como as defendidas por Witzel e o pacote anti-crime de Moro, dando aval para os assassinatos policiais contra a juventude negra, trabalhadora e pobre, que já ocorrem sistematicamente.

É este o conteúdo por trás da medida tomada. Uma verdadeira mordaça que conflui com todo o histórico de Bolsonaro e de seus partidários de ataques às minorias.




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