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Eu que dou

sexta-feira 18 de novembro| Edição do dia

Eu que dou

Como posso ser tão devagar. É incrível o poder que as pessoas que você acha que são bonitas tem sobre você. Eu fico rubro, eu me envergonho e desembesto a falar. Hoje sua boca esta tão gelada e gostosa. Seria eu um desgraçado a beira de uma ilusão, ou amor, e porque a ilusão não é amar? E agora? Você atende o celular e eu só espero que você não fuja. Nosso tempo foi cronometrado, eu não quero se escroto com você. E então onde esta o seu olhar? Você olha para mim, para minha cintura, mãos, dedos. Se eu escrevesse com minha letra eu travaria, não sairia um verso. Talvez não saber que sou eu me de um pequeno conforto, vou simular que não sou eu que dou em cima de você.

Luar

Não sei escrever para crianças. Não me veem imagem alguma na cabeça. Infância. Eu me sentia estranho quando vinha uma boca gigante, me tratar como algo inferior. A única coisa que eu não quero criança é que você seja cortado no caule, que não estoure a semente. Tu é tão potente, tem tantos caminhos. Tantas coisas nascem. Nasce em mim uma vontade de passar um tempo com você, ver progredir e aprender. Sorrir com a queda já lhe foi ensinado. Agora luar. As vezes ficaram irritado contigo, pois nesse mundo não há só amor, e às vezes ate mesmo o amor vem em flechada. Mas não se defenda com escudo, use os dinossauros, os pandas, o bichinho de pelúcias todos que você irá ganha, os use, seja como eles, jogados no chão ou esfarrapados, ainda há ternura neles. Criado para o mundo, melhor forma de ser criado. Pois no mundo a muita imaginação, basta você pegar com o seu sorri. Eu já fui capturado, e agora luar tu talvez vá me ler ou nem entender, eu também não entendo muitas das vezes que você fala, mas nossa comunicação tem uma guia, uma tradutora, confie nela, acaricie ela, o teu calor já aquece o peito dessa mãe e ela dorme tranquila. Que seja tranquila, doce e leve. Um dia irei escrever para crianças, falarei de sapos, grilos, papagaios, macacos e tudo mais que você quiser. Queira muito, queira a lua, aproveite o sol, sinta o vento em sua juba, ouça o som, tem cuidado com o frio e a chuva. Lá na frente, no luar, ou um dia na rua, você talvez entenda que teu nome está detrais pra frente nesse texto que escrevo pensando em cantar.

Piegas soy

To querendo ser piegas, to esperando não soa um charlatão. Ouvir sua voz me causa um carinho, um calor no coração. AI MI CORACION. Ai meu gosto latino. Escuto a pluma leve encosta no chão. Direção. Meu braço. Meu olho - pausa para acender o cigarro - ta querendo ver teu sorriso.




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