Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Estudo mostra maioria de deputados contra reforma, Temer comprará apoio

sábado 6 de maio| Edição do dia

O jornal Estado de São Paulo tem publicado diariamente levantamento de como devem votar os deputados na Reforma da Previdência. Os novos números devem levar preocupação ao Palácio do Planalto. A histórica ação dos trabalhadores no dia 28, parando o país, mostra que é possível derrubar todas as reformas e o governo Temer.

A atualização do Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado depois da aprovação do texto-base na comissão especial da Câmara, mostra que o número de parlamentares contrários à reforma se mantém em 232, enquanto os que são a favor permanecem em 87. Grande parte dos deputados ouvidos disse que não declara voto antes da hora por ter esperança de uma possível mudança do texto-base no plenário da Casa. Havia 55 indecisos, 138 não quiseram responder, 2 não foram encontrados e 1 deputado não votará segundo o Estadão. São necessários 308 votos para aprovar a reforma. Mesmo supondo que todos os que não declararam votos e todos indecisos migrassem para votar com Temer esse número chegaria a 280 votos.

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A compra de deputados com emendas parlamentares, benesses a seus financiadores e bases eleitorais, como por exemplo o perdão da dívida das grandes empresas (saiba mais lendo esse artigo) está sendo acompanhada também de fortes gastos em publicidade nas televisões, o que tem resultado em campanhas publicitárias oficiais das televisões em apoio às reformas.

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Esse levantamento escancara a falta de popularidade desse ataque aos direitos dos trabalhadores, e como o governo fará sangrar os cofres públicos para comprar deputados que se venderão cada vez mais caro, mas estão dispostos, como sempre, a atender aos interesses patronais. A nossa segurança para derrotar esse e todos os outros projetos aprovados ou em tramitação, está em construir um plano de luta, que supere os limites impostos pelas centrais sindicais e construamos uma nova greve geral até a derrubada das reformas e Temer. Um passo nesse plano é tomarmos em nossas mãos a Ocupação de Brasília votada pelas centrais, exigindo que organizem milhares de ônibus, como Diana Assunção e Felipe Guarnieri argumentam em editorial do Esquerda Diário.




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