SAÚDE

Estudo de cientistas canadenses aponta eficácia da maconha medicinal no combate à covid-19

segunda-feira 11 de maio| Edição do dia

Estudo realizado por cientistas da Universidade de Lethbridge, do Canadá, testou a planta cannabis sativa em sua variedade medicinal e apontou que a substância pode inibir os receptores do novo coronavírus no organismo.

Os pesquisadores passaram por 400 variedades da planta, para se concentrar em um dúzia de variedades no final, que mostraram resultados promissores na inibição destes receptores.

“Uma certa quantidade de variedades reduz o número de receptores do vírus em 73%, e a chance de se contaminar é muito menor." "Se a substância pode reduzir a quantidade de receptores, a chance de se contaminar e muito menor" disse o biólogo cientista Dr. Igor Kovalchuk.

"Deve demorar para isolar o ingrediente ativo - pode ser que sejam vários", continua o Dr., que acrescenta que o que mais se mostrou promissor foram as capacidades anti-inflamatórias proporcionadas por altas concentrações de Canabidiol (CDB).

"Extratos da nossa mais bem sucedida variação de Canabis Sativa com alta concentração de Canabidiol, à depender de investigações mais profundas, pode ser que se transforme em um útil e seguro recurso adicional para o tratamento da Covid-19, como terapia complementar" diz Kovalchuk.

É um absurdo que cientistas até hoje tenham que enfrentar a burocracia de estados conservadores e reacionários que impõe o preconceito religioso e racista sobre a cannabis sativa, atrasando todas as pesquisas sobre os efeitos medicinais desta erva - que, ao contrário do álcool e de outras drogas, até hoje não matou ninguém pelos seus efeitos.

O uso medicinal da cannabis sativa, já comprovado para outras doenças, é criminalizado ou ainda, barrado frente à gigante papelada que tem que ser apresentada pelos pacientes, enquanto que cientistas tem que se enfrentar com visões reacionárias e religiosas para avançar em suas pesquisas. Enquanto isso, o mesmo governo bota o veneno na mesa liberando substâncias como os agrotóxicos que foram proibidos no resto do mundo.

Devemos lutar por mais verba às pesquisas e reconversão produtiva para que haja respiradores, leitos, equipamentos médicos e pesquisa para ir atrás de todas alternativas possíveis para combater a covid-19, e para isso é preciso que os trabalhadores ao lado dos cientistas assumam o controle desta produção.




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