Educação

CAMPINAS

Estudantes secundaristas tomam as ruas de campinas contra a BNCC

Nesta sexta feira, dia 10, centenas de estudantes secundaristas protestaram pelas ruas de Campinas contra a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a reforma do ensino médio.

sábado 11 de agosto| Edição do dia

Por volta de 500 estudantes secundaristas, ao lado de alguns professores e estudantes universitários, protestaram no centro de Campinas contra a implementação da BNCC, que servirá de base para aplicar a Reforma do Ensino Médio

Estiveram presente estudantes de diversas escolas de Campinas, entre elas Francisco Glicério, Carlos Gomes, Maju, Matosinho, ETECAP e Bentão. A concentração aconteceu na escola Francisco Glicério e os estudantes passaram pelo Carlos Gomes, seguindo até a Diretoria de Ensino Leste, onde leram uma carta se posicionando contra a Base Nacional Comum Curricular e a Reforma do Ensino Médio.

Como desenvolvemos melhor aqui, são vários os objetivos da Reforma do Ensino Médio e consequentemente da BNCC, como aprofundar o processo de precarização e privatização da educação básica, deixando um ensino muito mais estreito, com apenas o ensino específico de português e matemática sendo garantido e agradando os defensores do Escola Sem Partido, ao suprimir debates sobre identidade de gênero e orientação sexual.

Depois da farsa do “Dia D”, imposto pelo MEC e o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), que foi uma tentativa do governo golpista de Michel Temer dar um verniz democrático na autoritária implementação da BNCC, levando um documento de mais de 150 páginas para ser debatida em somente um dia e apenas em caráter consultivo, tiveram várias manifestações de professores que boicotaram esse dia e se posicionaram contra essa base que será usada pra aplicar a Reforma do Ensino Médio.

Agora foi a vez dos estudantes que serão diretamente afetados se posicionarem. No mesmo “DIA DO BASTA”, convocado pelas centrais sindicais como um dia nacional de paralisações e mobilizações pra se lutar “Em defesa da aposentadoria, do emprego e dos direitos”. Porém, se não fosse os estudantes secundaristas, seria um dia como qualquer outro.

Para se barrar a retirada de direitos que a reforma trabalhista legaliza e lutar contra a prisão arbitrária de Lula, último passo do golpe que tira da disputa eleitoral o candidato com maior intenção de votos, é necessários que as centrais sindicais tenham um plano de lutas, construído nos locais de trabalho, com assembléias e reuniões de base. Ao contrário disso, o que algumas centrais (CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical, UGT, CSB e NCST) fazem é assinar um documento chamado “Agenda prioritária da classe trabalhadora”, onde defendem remendar a reforma trabalhista, que como dizemos aqui, “poderiam ser descritos como 22 propostas de como as centrais sindicais estão dispostas conciliar com os patrões e dar a sua contribuição para salvar o capitalismo e o governo moribundo de Temer”.

Os estudantes secundaristas são um exemplo e é necessário seguir nessa luta. Pra barrar a Reforma do Ensino Médio e essa BNCC, barrar a reforma trabalhista, todos os ataques de Temer e lutar contra o avanço judiciário e a prisão arbitrária de Lula, mais do que nunca é necessário também que as entidades estudantis como UNE, UPES e UBES, há décadas nas mão da UJS e PC do B, rompam com seu imobilismo e de fato organizem os estudantes.




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