Gênero e sexualidade

LGBTFOBIA

Estudantes são agredidos em ataque homofóbico em colégio na Zona Norte do Rio

terça-feira 30 de outubro| Edição do dia

Na tarde dessa segunda-feira (29) no Colégio Estadual Visconde de Cairu, localizado no Méier, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, ocorreu mais um caso de violência em nome da família tradicional brasileira.

Segundo relato das próprias vítimas, dois estudantes do colégio foram, primeiramente, acoados por uma pessoa desconhecida pelos mesmos com ameaças homofóbicas e de morte, antes que esse fosse tirado do colégio por segurança, ainda sem ser identificado. Em seguida, uma vez que os dois alunos haviam sido acolhidos e deslocados para outro local, o mesmo foi auxiliado por amigos para voltar ao local e surpreendeu ambos, agredindo-os fisicamente com um pedaço de madeira, socos e pontapés, ainda com comentários e ameaças de tom homofóbico, sendo novamente auxiliado para fora do colégio por seus amigos, antes que pudesse ser identificado. Os dois garotos foram acudidos pela equipe do colégio e encaminhados para o hospital, onde um deles teve que receber 8 pontos na cabeça pelo ferimento, mas, fisicamente, passam bem.

Apenas um dia após a eleição de Bolsonaro, representante da extrema-direita, já houve um aumento perceptível de casos de violência de tom LGBTfóbicos, racistas, machistas e muitos deles explicitamente em nome do próprio Bolsonaro, que já estavam aparecendo mais desde o início da candidatura do candidato do PSL, sendo esse mais um exemplo do que vem e vai continuar acontecendo fruto do discurso de ódio disseminado pelo novo presidente eleito, que pode até não criar, mas legitima esse tipo de atitude, uma vez que quando não só o próprio Presidente da República mas o Estado em si parece “aceitar”, setores que antes eram “tímidos” para expressar seu preconceito e violência sintam-se mais à vontade para colocar em prática esse discurso.

E além dos ataques ideológicos, o programa ultra neo-liberal de Bolsonaro já se coloca pronto para atacar a classe trabalhadora e juventude de forma ainda mais forte que os últimos governos.

Porém eles não podem e não vão nos calar, a extrema-direita usa o medo para tentar intimidar a classe trabalhadora e a juventude e fazê-la esquecer da força que tem, mas a verdade é que Bolsonaro, Witzel e toda a corja da extrema-direita que saiu do esgoto nessas eleições não são nada perto do que elas já derrotaram, é preciso que o medo e o ódio se tornem organização pois é só com um plano de lutas sério que essa extrema-direita vai ser barrada. Que as centrais sindicais e entidades organizem suas bases e um esquema real de lutas, é necessário que sejam organizados milhares de comitês de base nos locais de trabalho e estudo para derrotar Bolsonaro, as reformas e os ataques que já estão colocados e os futuros!




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