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Estudantes ocupam Universidade Federal de Campina Grande

A plenária foi iniciada às 18h e terminou por volta das 21h. Contando com cerca de 250 alunos da comunidade acadêmica da UFCG, ficou acordado entre todos os presentes, por meio de votação, que 25 pessoas poderiam se inscrever para defender seu ponto de vista a respeito do tema, com direito à reinscrição.

sábado 12 de novembro| Edição do dia

Após divulgada por meio de panfletos, cartazes, redes sociais e carro de som nos dias anteriores, na noite do dia 09/11, na praça do BC/Centro de Humanidades, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no campus de Campina Grande, foi realizada uma plenária estudantil a fim de discutir e deliberar questões referentes ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 55 no Senado (antiga PEC 241, que trata do congelamento de investimentos em áreas como Educação e Saúde por 20 anos) e sobre uma possível ocupação da universidade como movimento de resposta à conjuntura que nosso país vive e atinge diretamente tanto a comunidade estudantil como aos diferentes segmentos da universidade.

A plenária foi iniciada às 18h e terminou por volta das 21h. Contando com cerca de 250 alunos da comunidade acadêmica da UFCG, ficou acordado entre todos os presentes, por meio de votação, que 25 pessoas poderiam se inscrever para defender seu ponto de vista a respeito do tema, com direito à reinscrição. Alunos de diversos cursos estavam presentes e as falas direcionaram-se a favor e contra a PEC 55 e à ocupação da UFCG. Depois de diversos encaminhamentos e sugestões presentes nessas falas, foram colocadas em votação as seguintes propostas: A metodologia de uma possível ocupação, isto é, qual o tipo de ocupação teríamos, caso esta viesse a ocorrer de fato; o lugar da ocupação; e a viabilidade ou não da ocupação propriamente dita. A votação ocorreu precisamente nessa ordem citada.

As metodologias encaminhadas pelos presentes na plenária eram: Ocupação com trancamento dos portões e consequentes paralisações das atividades acadêmicas ou Ocupação com atividades e diálogos com a comunidade acadêmica, sem paralisações das atividades, e avaliações realizadas em plenárias públicas das Ocupações, a respeito de possíveis paralisações e ocupações estratégicas.

Os lugares encaminhados para votação foram: o Bloco BG, o Bloco do CAA e o prédio da Reitoria.

Foi decidido, por votação da plenária, por 198 votos, então: Que, se houvesse a ocupação, a opção seria de um movimento sem paralisação das atividades letivas, com a proposta de diálogo com o alunado por meio da realização de debates e atividades culturais, além de constantes avaliações em plenária, na ocupação, a respeito de possíveis paralisações e outras ocupações estratégicas. O Bloco BG foi decidido como o lugar a ser inicialmente ocupado. E, por fim, foi decidido pela viabilidade da ocupação.

Vários alunos seguiram em direção ao bloco BG para dar início à ocupação. Até o dia de hoje, 12/11, já foram realizadas diversas atividades, como aulas públicas sobre Mídia, Cultura e Política com a Professora Elizabeth Christina e sobre o Movimento Estudantil na História do Brasil com o professor Luciano Queiroz, bem como o Cineocupa e também um encontro dos estudantes em ocupação com os catadores de materiais recicláveis de três grupos acompanhados pela Incubadora Universitária de Empreendimentos Econômicos Solidários da UFCG. A programação de atividades está sendo, aos poucos, construída a fim de gerar um debate sobre as pautas referentes à PEC 55, dentre outros assuntos que interessam diretamente à melhoria da Educação Brasileira.

O Movimento de Ocupação da UFCG acompanha a direção de outras instituições escolares e universitárias que acontece em todo o Brasil. O Colégio Estadual Dr. Elpídio de Almeida, o “Estadual da Prata” também foi ocupado na quinta-feira 10 de novembro.

Ressaltamos a importância dessa luta a fim de resistir e ocupar um espaço que está sendo ameaçado pela atual agenda governamental golpista institucional de Temer.

Além disso, é feito o convite a todos que tenham interesse em contribuir, aprender, ensinar, debater e, principalmente, construir essa luta que é de interesse de todos nós. A página do Ocupa UFCG pode ser acessada pelo facebook.

A ocupação do campus central da UFCG se soma à ocupação do campus de Sumé no Cariri paraibano como informamos neste jornal.

Nós do Esquerda Diário convidamos todos a prestar solidariedade de forma ativa, coordenar as ocupações em curso e ampliá-las na perspectiva de barrar os ataques do governo golpista aos trabalhadores e à juventude




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