Educação

Crise na UERJ

Estudantes e professores contra a saída do Direito da UERJ Maracanã

Isabela Santos

Estudante de Serviço Social da UERJ e coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ - CASS

terça-feira 8 de maio| Edição do dia

Hoje começa, na Faculdade de Direito da UERJ, a votação do plebiscito que buscará saber a posição da comunidade acadêmica quanto ao processo de transferência da faculdade para o prédio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O conjunto dos alunos, técnicos e professores tomou ciência das negociações para à transferência da faculdade em agosto do ano passado (2017). Neste período a universidade vinha enfrentando as expressões mais aguda da grave crise que vem enfrentando nos últimos anos.

A proposta, que teve apoio do Juiz Luiz Roberto Barroso o mesmo que já se declarou a favor do financiamento privado na educação, não foi debatida previamente em nenhuma instância da universidade. A própria informação chegou a comunidade acadêmica por fora de seus órgãos oficiais. Mesmo assim, o rechaçou de amplos setores de toda a universidade, e principalmente dos estudantes e funcionários da Faculdade de Direito, deu origem a um forte movimento que busca desmascarar a farsa de que a transferência seria benéfica pra a instituição.

Conheça aqui os o movimento Direito Fica

Aqueles que são favoráveis a mundaça tentam esconder seu elitismo, diante desta medida que vai impactar profundamente a permanência dos alunos negros e cotistas do direito. Tentam isolar o Direito das experiências proporcionadas a partir do convívio com os demais cursos, das lutas e mobilizações da UERJ mascarado que esta proposta é uma forma de solucionar, individualmente, os problemas de uma crise que atinge toda a UERJ.

Para isso se apoiam em argumentos de melhores condições estruturais porém o real resultado é a falta de restaurante universitário, incertezas quanto as condições de uso de bibliotecas, maior dificuldade de transporte o que atingirá principalmente os alunos cotistas e moradores de localidades como a Baixada Fluminense. Ao menos tempo que buscam como moeda de troca garantir vagas para pós graduação de Juízes e Desembargadores (uma versão Universitária do auxílio moradia para juízes).

Chamamos todos os alunos da UERJ, principalmente os alunos do direito, não só a conhecerem o movimento Direito Fica, mas a se posicionaram contra essa medida que é um ataque à UERJ e a educação e que pode abrir precedentes para a privatização do ensino público da nossa universidade. A colocarem o filtro de apoio a campanha, expressarem solidariedade utilizando a #DireitoFica nas redes sociais, a construirmos nos nossos cursos campanhas em apoio.

Diante da profunda crise enfrentada pela UERJ é preciso buscar respostas profundas, que se enfrente com o governo do estado e com seu projeto para educação e para solução da crise que atravessa o Rio, e que façam com que sejam os capitalistas que paguem por essa crise. Tudo isso passa bem longe de soluções individuais e excludentes como a apresentada pelo setor favorável a transferência do Direito nos debates que aconteceram nos dias 03/05 e 07/03.




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