Juventude

GREVE UNICAMP

Estudantes do IFCH votam o fim da greve

Os estudantes de Ciências Sociais e História deliberaram o fim da greve que travavam há cerca de 3 meses nessa quinta-feira, 4 de agosto. Com uma saída refletida em torno das vitórias alcançadas e na continuidade da luta contra as punições, promoção de amplos debates sobre cotas raciais para a preparação das audiências públicas que tratarão do assunto.

Cássia Silva

Coordenadora do CACH - Unicamp

sexta-feira 5 de agosto| Edição do dia

Desde o início da mobilização histórica dos estudantes da Unicamp, que contou com 20 institutos e faculdades em greve no seu auge, o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) colaborou na construção na luta contra o golpe institucional e o corte de 40 milhões, por cotas raciais, permanência e ampliação da moradia estudantil.

Na próxima segunda-feira, 8, acompanharão as reuniões da comissões de julgamento dos processos administrativos do estudante da Geografia e membro da gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que foi sindicado por garantir o direito de greve dos estudantes e do professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC), Serguei Popov, que chegou a agredir um grevista.

Indicaram também uma reunião para debater como a reposição de aulas pode ser feita da melhor maneira e para que nenhum estudante seja reprovado por fazer greve. Greve que serviu de muito acúmulo de debates para o movimento estudantil da Unicamp, no qual os estudantes do IFCH têm participação ativa na construção, como cotas raciais para que a população negra ocupe os espaços da universidade e saúde de qualidade para atender a população de Campinas e região. Os próximos ingressantes da universidade terão o legado da luta por uma universidade aberta, verdadeiramente pública, gratuita e de qualidade.




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