Juventude

Estudantes do IFCH paralisam e exigem da UNE coordenação das lutas pela base

Ontem (09) foi feita assembleia dos estudantes de ciências sociais e história com em torno de 150 estudantes. Após as grandes mobilizações da juventude na terça-feira, estudantes do país inteiro mostram que podem ser a vanguarda na luta contra a reforma da previdência e os cortes anunciados na educação.

sexta-feira 10 de maio| Edição do dia

O plano de Bolsonaro (PSL) é avançar ainda mais na participação e venda do conhecimento produzido nas universidades públicas para a iniciativa privada. Fazendo com que cada vez mais os tubarões do ensino como a Kroton Anhanguera aumenta sua influência sobre as universidades e escolas, numa verdadeira privatização do conhecimento. Bolsonaro declarou que “não cortará da educação se a reforma da previdência for aprovada” em uma clara chantagem aos estudantes que se mobilizaram contra sua eleição no ano passado.

Além do corte de 30%, Bolsonaro já ameaça acabar com a filosofia e a sociologia na universidade, que segundo ele “não teria tanta importância quanto veterinária”. Além disso, se utilizando dos métodos usados no golpe institucional de 2016 e nas eleições que elegeram Bolsonaro, deputados do PSL estão fazendo uma CPI das universidades com o argumento de investigar “mau uso das verbas públicas”, mas com o objetivo de avançar sobre as estaduais paulistas, polo importante de conhecimento no país, para avançar em seus projetos liberalizantes na universidade.

Nós da juventude Faísca levamos à assembleia a posição de que a juventude e os trabalhadores não tem que escolher entre ter direito à educação ou ter direito a se aposentar, enquanto todos os anos milhões de reais são sugados para os bolsos dos banqueiros e grandes empresários estrangeiros via pagamento da dívida pública. Para fazer com que sejam os capitalistas e não o povo pobre e trabalhador a pagar a conta da crise é necessário defender o não pagamento da dívida pública.

Frente a isso os estudantes do IFCH votaram se somar a paralisação nacional do dia 15/05. Votaram também que “Que a UNE organize um espaço de coordenação nacional contra os ataques à educação e a Reforma da Previdência, com representantes eleitos nas assembleias das universidades”.
Uma exigência para que a UNE (União Nacional dos Estudantes) coordene as lutas que estão acontecendo nacionalmente, com delegados votados em assembleias de curso, para discutir os rumos da mobilização dos estudantes que para derrotar Bolsonaro não pode parar no dia 15. Ao mesmo tempo, chamamos o DCE, dirigido pela Oposição de Esquerda da UNE (PSOL, PCB) a também exigir a existência desse espaço de coordenação da luta dos estudantes, que pode potencializar nossa mobilização pela base.

Essa é única forma de superar a burocracia da UJS na direção da UNE (que ajuda das juventudes do PT) para que a energia que está se expressando no país inteiro não seja desviada para fazer acordos com o governo como já vem sinalizando o PCdoB ao apoiar o Rodrigo Maia para a presidência da Câmara e também por conscientemente a partir da CTB e em conjunto com a CUT dividir a paralisação nacional da educação da greve geral contra a reforma da previdência no dia 14/06.

A partir da base dos estudantes de cada universidade, juntamente com diversas categorias de trabalhadores que começam a mostrar disposição de luta, como os metroviários em Brasília e em São Paulo, é que pode fazer com que os capitalistas paguem pela crise. O que passa por também exigir o não pagamento da dívida pública que representa um saque imperialista do país. Também lutamos pelo acesso radical da juventude à universidade que passa pelo fim do vestibular e a estatização das universidades privadas, para que toda a juventude e a classe trabalhadora tenha acesso ao estudo e o conhecimento sirva de fato para resolver os problemas sociais e não como lucro das empresas.




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