Juventude

MOBILIZAÇÕES CONTRA BOLSONARO

Estudantes de Ciências Sociais da PUC-RIO aprovam paralisação na Greve Geral dia 14 de junho

Em assembleia de curso, realizada no dia 6 de junho, foi aprovada a adesão dos estudantes a greve geral que está sendo convocada por diversas centrais sindicais no dia 14 de junho.

sexta-feira 7 de junho| Edição do dia

Ao longo do último mês, os estudantes demonstraram sua disposição de luta e fizeram duas grandes manifestações no dia 15 e 30 de maio, que recolocaram o eixo da luta de classes para o Brasil. Na PUC-Rio, fizemos uma forte paralisação no 15M e os estudantes de ciências sociais votaram estar na linha de frente para se somarem a greve geral do dia 14.

Além da adesão a greve, se votou a adesão a assembleia geral da PUC-RIO, no dia 11, as 12h30. Foi tirada a ida aos piquetes de greve no dia 14 e o acompanhamento diário ao longo da próxima semana do calendário de lutas das centrais sindicais, para que o CASOC se some a essas ações de forma independente. A reunião também deliberou a presença dos estudantes na UERJ, também no dia 11. O seminário Educação e Favela ocorrerá das 18h as 22h, no auditório 111.

Bolsonaro e sua trupe vem atacando de forma concentrada as ciências humanas e sociais em todo o último período. Depois dos cortes de 30% em todas as universidades federais, e a perseguição insistente aos professores, nessa semana foi anunciado um novo corte de 2700 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em locais com menor média de avaliação da CAPES.

Todos esses ataques de Bolsonaro a educação estão inteiramente interligados a sua perspectiva de aprovar a reforma da previdência que nos fará trabalhar até morrer. Contra a chantagem desse governo, é preciso unificar a juventude a classe trabalhadora em uma só luta e fazer uma forte greve geral a partir de cada local de trabalho e estudo.

A direção da UNE vem controlando o movimento e separando as pautas da juventude
da classe trabalhadora e não unificou as lutas no dia 30 de Maio e do dia 14 de Junho, fazendo movimentações separadas. A única forma de superar essa direção é conformando um forte movimento pela base exigindo que essa entidade conforme um comando nacional de delegados eleitos em cada local de estudo e trabalho para que sejam os próprios estudantes auto organizados que ditem os rumos do movimento. Somente aprofundando a mobilização e integração entre os diversos setores em luta é possível barrar os ataques do Governo Bolsonaro e impor uma saída dos trabalhadores para a situação política nacional.




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