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Estudantes da Unicamp paralisam no dia 15 contra os ataques à Educação e Reforma da Previdência

Nesta terça (7), assembleia com cerca de mil estudantes aprovou em unanimidade indicativo para as assembleias de curso paralisarem junto aos professores no dia 15/05 contra os ataques à educação e a Reforma da Previdência. O chamado foi: “UNIVERSIDADE NÃO É BALBÚRDIA: Estudantes com os trabalhadores em defesa da educação pública, contra a Reforma da Previdência e a CPI das universidades!”.

Faísca Unicamp

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quinta-feira 9 de maio| Edição do dia

A assembleia discutiu os ataques à educação de Bolsonaro e Dória, com o corte de 30% nas federais, as ameaças ao financiamento das Ciências Humanas e a CPI das estaduais paulistas, que inviabilizam a existência de centenas de centros de pensamento pelo país. As universidades estaduais, como a Unicamp, devem se colocar lado a lado às federais. Além disso, como está expresso no mote, a assembleia também rechaçou a chantagem colocada por Bolsonaro e Weintraub, como se devêssemos apoiar a Reforma da Previdência que quer que trabalhemos até morrer como moeda de troca frente aos cortes.

Nós da juventude Faísca interviemos marcando que nossa luta deve ser para que sejam os capitalistas, e não a juventude e o conjunto da classe trabalhadora a pagarem pela crise. Nesse sentido, a juventude pode ser vanguarda no país contra a Reforma da Previdência ligada ao combate aos ataques à educação, exigindo abolir o pagamento da dívida pública que suga nossas riquezas para defender nosso direito à educação e à aposentadoria. Por isso, a assembleia aprovou uma exigência ao reitor Marcelo Knobel de que se posicione contrário à Reforma da Previdência, já que diz fazer parte da defesa da universidade, mas diz também em nota que os aposentados são cada vez um “peso maior” no orçamento da Unicamp. Esse discurso se cola a projetos como o da Tábata Amaral (PDT) que supostamente defendem a educação, aos moldes empresariais, enquanto negociam a Reforma da Previdência com Bolsonaro.

Por isso, levantamos que nossa mobilização deve ser independente do projeto de universidade das reitorias, que já vêm contingenciando e gerindo a crise contra os trabalhadores e estudantes pobres, como vimos na última terça-feira diante do apagão do Restaurante Universitário, quando trabalhadores terceirizados não foram liberados e tiveram de trabalhar com fome. Mais do que nunca, defender a universidade pública passa por colocá-la a serviço dos interesses da classe trabalhadora e da população, e não das empresas. Apenas com a força dos estudantes e trabalhadores impondo um processo Estatuinte que transforme a estrutura de poder da universidade, contra a existência de Conselhos Universitários e Reitorias que se voltam contra a maioria da juventude, podemos combater o discurso de Bolsonaro que “isola” as universidades do conjunto da população, levantar o fim do vestibular e a estatização das universidades privadas que se multiplicam ao gosto de Weintraub e Guedes.

A disposição que se expressou na assembleia nos mostra que devemos confiar em nossas forças e superar estratégias como as da UJS de Manuela D’Ávila (PCdoB), à frente da UNE, que apoiou Rodrigo Maia na Câmara, e, junto à CTB e à CUT, querem isolar a educação e impedir que o chamado dos professores para o próximo dia 15 contra a Reforma da Previdência chegue a outras categorias, não se contrapondo a centrais como a Força Sindical e à UGT. Assim, separam o dia 15 do dia 14 de Junho, convocado como “greve geral”. Enquanto isso, seus governadores petistas no Nordeste defendem que alguns “pontos” sejam retirados da Reforma para que ela seja aprovada, no lugar de rechaçá-la.

É com a perspectiva de um movimento estudantil auto-organizado e com um programa que de fato possa defender o futuro da maioria da juventude, que hoje amarga desemprego e terceirização, que viemos levantando, desde o início do ano, a necessidade de um Congresso dos Estudantes da Unicamp, que não ocorre desde 2015 e que poderia servir para armar o movimento estudantil frente ao governo Bolsonaro. Chamamos o DCE, dirigido pelo PSOL, a levar adiante assembleias nos cursos e organizar a luta contra os ataques à educação e a Reforma da Previdência e a levar à frente a exigência a que a UNE coordene as mobilizações ligando a luta pela educação da luta contra a reforma da previdência e também que as centrais sindicais chame assembleias para que outras categorias de trabalhadores possam paralisar no dia 15. Somente unificando os estudantes, lado a lado aos trabalhadores, podemos impor uma saída para que a crise não seja descarregada sobre nós.

Venha também discutir e conformar chapas anticapitalistas, anti-burocráticas e anti-imperialistas com a Faísca rumo ao 57º CONUNE!




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