Juventude

ENCONTRO DOS ESTUDANTES EM LUTA

Estudantes da Unicamp chamam um Encontro Estadual dos estudantes em luta esse domingo

Em assembleia, os estudantes da Unicamp que estão ocupados na reitoria aprovaram um Encontro Estadual dos estudantes em luta neste domingo, dia 22, em frente à ocupação. O SINTUSP votou mandar representantes ao encontro.

Tatiane Lima

UNICAMP

quinta-feira 19 de maio de 2016| Edição do dia

As três universidades estaduais paulistas passam por um processo de greves e ocupações que vêm atingindo grandes proporções. São dezenas de cursos em greve, paralisações e ocupações, como a dos prédios do curso de Letras e da ECA na USP. Além dos estudantes, os trabalhadores da USP já estão em greve, os trabalhadores da Unicamp votaram greve a partir de segunda-feira, e os docentes estão com assembleias com indicativo de greve na próxima semana.

Os estudantes da Unesp estão avançando na mobilização com paralisações em diversos campi. Neste dia 19 Rio Preto, Rio Claro, Prudente e Araraquara paralisaram ao mesmo tempo. Greves já se iniciaram em Franca e Assis, e ainda há indicativo de greve para essa quinta-feira em Araraquara.

A grande luta das estaduais paulistas contra o desmonte e cortes de verbas, por permanência e cotas étnico-raciais, necessita de imediata articulação dos estudantes em luta para uma coordenação entre os diferentes campi e cursos, para poder enfrentar à intransigência dos reitores e do governador Geraldo Alckmin. Os secundaristas, o principal alvo de repressão do governo paulista que desocupou escolas sem mandato judicial e reprimiu brutalmente a manifestação de ontem prendendo 4 estudantes, também serão determinantes para unificação das lutas.

Esse é um importante primeiro passo para a unificação das diferentes lutas em curso, sendo sua primeira tarefa promover uma reunião dos comandos de representantes das três estaduais e representantes dos secundaristas, para construção de um comando estadual de greve. Nas assembleias estão sendo aprovados esses comandos de representantes eleitos nas assembleias de curso, e o objetivo é unificá-los para constituição de uma direção estadual da greve.

Com o governo Temer, através de seu Ministro da Justiça, Alexandre Moraes (ex-secretário de segurança de Alckmin), prometendo reprimir os movimentos sociais para pavimentar seu plano de ajustes, a unificação estadual das lutas é uma tarefa urgente. Com essa unificação será possível construir, inclusive, uma unificação nacional de outros setores como as universidades e os secundaristas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará, fazendo tremer os distintos governos ajustadores e repressores.




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