Gênero e sexualidade

ENCONTRO PÃO E ROSAS

Estudantes da Unesp de Marília se preparam para o Encontro de Mulheres e LGBT do Pão e Rosas

segunda-feira 10 de agosto de 2015| Edição do dia

No dia 29 de agosto, sábado, o grupo Pão e Rosas realizará o I Encontro de Mulheres e LGBTs em São Paulo, no Sindicato dos Metroviários (Rua Serra do Japi, 31 – Tatuapé) , às 15h.

A proposta do Encontro, que foi aprovado no I Congresso do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), será debater a atual conjuntura nacional de crise econômica e crise política do PT e os efeitos disso sobre as mulheres e os setores LGBTs, que já se expressam através dos recentes ataques a esses setores por parte do governo federal. Além disso, serão debatidos a Lei João Nery ,que visa garantir o direito à identidade de gênero, eo direito à interrupção voluntária da gravidez, ambos propostas de lei do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Como parte da preparação para o Encontro, o grupo Pão e Rosas de Marília (SP) está organizandoum debate do livro “A nova mulher e a moral sexual”, de Alexandra Kollontai,com enfoque nos capítulos 2 e 3. A atividade será feita no campus da Unesp (FFC), no dia 15 de agosto, às 15h.

Com suas contribuições e limites, os textos de Kollontai fazem parte de um debate vivo sobre os desafios da construção de novas relações junto à destruição dessa sociedade de miséria e à construção de uma nova sociedade a partir da Revolução Russa.

A construção do feminino voltado para o lar, para a família e para a centralidade de uma relação de casamento, muitas vezes envolvendo dependência econômica e emocional, serve para tentar impedir que as mulheres sejam sujeitos de suas próprias vidas e sujeitos políticos.

O livro também oferece uma base para pensarmos a normatividade das relações e os limites que o capitalismo impõe através do patriarcado nas formas de nos relacionarmos, limitando-as ao modelo heteronormativo – ainda que a abordagem do texto seja feita através de uma concepção heteronormativa, já que na época em que foi escrito não havia ainda uma pauta reivindicativa dos setores LGBTs.

Lutar pela emancipação individual e da sociedade passa também por lutar pela transformação profunda das relações. Construir, desde já, germes de verdadeiras relações de camaradagem que superem a propriedade privada, a repressão sexual e as relações objetificadas e mercantilizadas que o capitalismo nos oferece.

Além disso, será realizado um brechó no dia 14 de agosto de agosto, sexta-feira, também na Unesp (FFC), como parte da campanha financeira para a ida ao Encontro.




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