Universidade de São Paulo

Estudantes da USP fazem segundo ato em rechaço ao evento “São Paulo Boat Show”

Os Estudantes e moradores do CRUSP (a moradia estudantil da USP) já tinham sido reprimidos pela polícia no primeiro ato, mas seguem se mobilizando frente ao evento de luxo

quarta-feira 25 de novembro de 2020| Edição do dia

IMAGEM: Esquerda Diário

Depois de uma forte repressão por parte da polícia no primeiro ato, nessa terça (24), estudantes e moradores do CRUSP realizaram uma nova manifestação em frente ao P1, um dos portões da universidade, denunciando o evento São Paulo Boat Show, que vem sendo realizado em frente a Raia Olímpica da USP.

Tal absurdo foi promovido pela própria reitoria da USP, reafirmando o seu caráter elitista, sendo um evento de exposição e venda de barcos de luxo, com a expectativa de 30 mil pessoas participando do evento, colocando em risco a saúde dos moradores e dos funcionários da universidade. Enquanto isso, a moradia estudantil segue sucateada, através da falta de bens mínimos como fogões, água e internet.

O ato contou com dezenas de estudantes que denunciaram as inúmeras contradições da moradia e da política da reitoria, como a entrega de marmitas com baixo valor nutricional, assim como as condições precárias dos funcionários da universidade, que por si só avançaram ainda mais em meio à pandemia, através de inúmeras medidas levantadas pela reitoria, como o plano arbitrário de retorno às atividades presenciais para os trabalhadores, culminando no recente falecimento de um trabalhador do Hospital Universitário que era grupo de risco, mas que seguia trabalhando.

Além dos funcionários efetivos, os próprios terceirizados também vem sendo atacados pela reitoria, por ter cortado 25% do orçamento no contrato com empresas de terceirização esse ano, acarretando em inúmeras demissões, assim como uma maior sobrecarga de trabalho para os trabalhadores que continuaram em seus postos.

Outra bandeira importante em meio a esse segundo ato foi a denúncia da violência policial imposta no último ato, onde os estudantes foram alvejados por bombas de gás e spray de pimenta enquanto estavam se manifestando pacificamente.

Tal absurdo também escancara a serviço do que está a polícia do campus que reprime os estudantes, trabalhadores e a população pobre em nome da reitoria e do lucro. Não á toa, o segundo ato contou com um extenso policiamento para “blindar” o evento de luxo e seus entusiastas.

Os estudantes se concentraram as 13:00 na própria moradia e marcharam até portão 1 para realizarem o protesto, durando até a noite. A Juventude Faísca que compõe o CAELL e o CAPPF junto a independentes, esteve presente no ato de hoje se somando as pautas defendidas pelos estudantes e colocando a importância de se impulsionar espaços de auto-organização dos estudantes.




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