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Estudantes da UNESP de Marília realizam importante ato contra as 35 sindicâncias por lutar

sexta-feira 14 de julho| Edição do dia

Na última quinta-feira, 13, os estudantes da Unesp de Marília realizaram um ato expressivo pelo campus até a direção da faculdade, deliberado em assembleia geral na quarta-feira (12), para exigir a imediata revogação das punições por terem realizado um piquete em apoio às ocupações de escola contra a reorganização escolar e também por pautas locais de permanência estudantil. Você pode encontrar mais informações sobre o processo aqui.

O ato passou pelos prédios de atividade didática, diretório acadêmico, restaurante universitário, prédios dos cursos de saúde até chegar na direção, com o objetivo de divulgar amplamente o absurdo das punições e aglutinar mais apoio dos estudantes e trabalhadores do campus. Foram cantadas palavras de ordem como “Não acabou, tem que acabar, o estatuto é do regime militar!”, denunciando o Regimento Geral da UNESP escrito durante a ditadura militar que está sendo usado para justificar as punições, dentre outras, além de faixas e cartazes denunciando a censura por parte da direção. Diversos estudantes demonstraram apoio saindo das salas de aula para filmar, cantar junto, tirar fotos e se somar ao ato.

Ao chegar no prédio da administração, os estudantes foram noticiados de que o diretor e o vice não se encontravam no local. Essa atitude da direção mostra claramente a indisposição ao diálogo e a negociação com a pauta estudantil, que já conta com amplo apoio do conjunto dos estudantes do campus. Frente a isso, o movimento decidiu resistir no local até que a direção aparecesse para ouvi-lo.

Depois de cerca de duas horas, a professora substituta em caso de ausência de ambos os diretores apareceu, porém não se posicionou dizendo que não havia nem tido acesso ao processo. Em seguida, o vice-diretor também compareceu e disse que não se pronunciaria já que se encontrava de férias e, portanto, não tinha a obrigação de responder ao movimento neste período, repetindo uma atitude comum das direções e reitorias das universidades para se esquivar das manifestações do movimento estudantil.

Entretanto, o movimento não se abateu frente ao descaso da direção e segue se organizando junto a advogados para se defender e panfletando a todos os estudantes e trabalhadores do campus para informar sobre as punições e aglutinar ainda mais apoio. Também está sendo articulada uma Plenária dos Três Setores, a fim de reunir estudantes, professores e trabalhadores para ampliar o diálogo e somar forças para a mobilização. Também estão sendo enviadas moções de apoio ao movimento e em repúdio a direção de diversas entidades estudantis, sindicais, cursinhos populares e figuras públicas, como pode ser acompanhado na página no Facebook criada para divulgar a luta

Na próxima terça-feira (18) ocorrerá um novo ato na direção, dessa vez às 14 horas, com o objetivo de pressionar a reunião de Congregação, o mais alto órgão deliberativo da unidade, em que professores apoiadores do movimento tentarão incluir um ponto de pauta para debater a questão e pedir que o processo volte à comissão sindicante para ser reavaliado, para que o movimento ganhe tempo frente ao recesso das aulas que se aproxima.

Todos e todas ao ato na Congregação. Não vai passar nenhuma punição!




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