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Estudantes da UFSM deliberam greve a partir do dia 2 de outubro

Em assembleia geral unificada da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os estudantes decidiram por unificar-se nas greves de 48h chamada por várias entidades do país no dia 2 e 3 de Outubro, e, a partir dessa data, prosseguir com greve por tempo indeterminado

sexta-feira 27 de setembro| Edição do dia

Na quarta feira (24/09), os estudantes da UFSM, reunidos em assembleia geral da universidade, decidiram por aderir greve no dia 2 e 3 de outubro, e depois das 48 horas prosseguir com greve por tempo indeterminado. A deliberação em assembleia acontece após mobilização de centros estudantis e cursos da universidade discutindo indicativos de greve decorrente aos déficits orçamentários e a situação das universidades federais no atual governo Bolsonaro.

Na assembleia também estavam presentes a Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) e a Associação dos servidores da UFSM (Assufsm). A greve também foi pautada pelos servidores docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs).

Em assembleia no dia 20 de outubro, foi decidido, também, pelos professores da UFSM, indicativo de greve.

Para o dia 01/10 (terça-feira), há marcada no campus de Santa Maria uma assembleia para decidir sobre a greve dos docentes. A decisão, segundo a Sedufsm, será levada à plenária nacional em Brasília. Há o indicativo de greve geral para 9 de novembro.

Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSM, convida os estudantes a constituírem um comando local da greve:

O DCE – UFSM convida a todos e todas as estudantes que defendem o fim da desigualdade social, a educação pública e outro projeto de país para que se somem à nossa luta em defesa da universidade e contra o governo de Jair Bolsonaro. Devemos construir, nos próximos dias, ações que visem mobilizar o máximo de estudantes possível, garantindo a construção de uma greve rebelde e consequente, que transpasse os muros da universidade e atinja também o mais forte ator político capaz de fazer um contraponto real ao governo Bolsonaro: a classe trabalhadora – à qual também pertencemos.

As greves e as mobilizações impulsionada por estudantes de todo o país se insurgem em decorrência as condições atuais das universidades, cortes de verbas e quadros orçamentários graves, gerando cortes e racionamentos que atingem diretamente os estudantes mais pobres e que precisam de assistência estudantil. Somando-se a isso, há a ameaça do governo com o projeto Future-se, que visa a inserção da iniciativa privada no orçamento e a privatização gradual das universidades públicas. O sucateamento da educação pública avança a cada vez mais a passos largos com o projeto de governo neoliberal privatista de Bolsonaro, que assola as instituições públicas para favorecer os empresários.

//Foto reprodução de DCE da UFSM - Assembleia geral estudantil de 24/09/2019




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