Juventude

MARIELLE FRANCO

Estudantes da UFMG organizam debate sobre o caso Marielle nesta segunda, no ICB

Acontecerá amanhã, 26, na UFMG, a roda de conversa “fazer a terra tremer por Marielle”. O evento é organizado por estudantes e militantes do grupo de mulheres Pão e Rosas, da juventude Faísca, do grupo de negros e negras Quilombo Vermelho e impulsionada pelo Esquerda Diário.

domingo 25 de março| Edição do dia

Flávia Valle, que é professora em greve e uma das fundadoras do Pão e Rosas, é convidada a participar da discussão, que vai passar pela a intervenção federal no Rio de Janeiro, o papel da polícia, a repressão aos que lutam e não se separa da luta dos professores em greve em MG e SP.

Pode te interessar: Às ruas por Marielle, por uma investigação independente e por fora intervenção federal.

O assassinato brutal de Marielle Franco não é “um caso isolado”, como diz a direita - armada de calúnias - sobre os milhares de assassinatos à juventude negra nas periferias. Esse caso mostra como a ferida do golpe de 2016, que serviu para acelerar os ataques que o PT já vinha aplicando contra a classe trabalhadora, segue aberta. Mesmo os direitos mais elementares, como o direito à vida, o direito do povo decidir em quem votar, ou o direito de se posicionar politicamente, não estão assegurados nessa democracia dos ricos.

Mas a juventude, as mulheres e negros, os trabalhadores, já mostraram nas ruas a enorme insatisfação com mais esse crime cometido pelo Estado. Agora, por justiça à Marielle e Anderson, precisamos fazer a terra tremer de norte a sul do país, em todos os locais de trabalho e estudo. Temos organizado rodas de conversa e atividades como a que acontecerá amanhã na UFMG em todos os locais onde estamos, para que toda tristeza seja transformada em organização e luta. Mas, para que a UFMG seja parte de fazer justiça para Marielle, o DCE e todos os D.A.s e C.A.s devem trazer essas discussões para a universidade, organizando os estudantes, com assembleias e reuniões em todos os cursos, e preparando blocos massivos para as próximas manifestações.

Leia também: Que o DCE da PUC-MG saia do imobilismo e convoque assembleias para lutar por Marielle

A universidade deve ser parte desse movimento. Não podemos nos calar diante desse crime absurdo! É preciso dar uma resposta às tentativas de silenciar os que lutam. Lutar por uma comissão de investigação independente, pelo fim da intervenção federal, até que se faça justiça por Marielle e tantos outros negros e negras que morrem diariamente fruto da violência policial.

Link do evento: https://www.facebook.com/events/2101523186760506/




Tópicos relacionados

Marielle Franco   /    Minas Gerais   /    UFMG   /    Minas Gerais   /    Juventude

Comentários

Comentar