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Estudantes da UERJ em greve votam em assembleia contra o impeachment e os ajustes do governo federal

Isa Santos

Assistente social e pós graduanda na UERJ

quarta-feira 30 de março de 2016| Edição do dia

No dia 28 de março cerca de 200 estudantes se reuniram em assembleia geral em frente ao CASAF (Centro Acadêmico de Medicina).

Os estudantes da UERJ estão em greve junto aos professores e técnicos há quase um mês, lutando contra os cortes no orçamento na educação e pelo pagamento das bolsas e salários atrasados dos terceirizados.

Na assembleia foi denunciado que a Reitoria segue ignorando a greve, sem se pronunciar e abrir negociação. Desde o inicio da gestão de Ruy Garcia, mais de 800 terceirizados foram demitidos no HUPE, no bandejão e mais centenas estão em aviso prévio, nenhum destes funcionários demitidos receberam seus salários e direitos atrasados.

A assembleia debateu a necessidade de hierarquizar as pautas da mobilização para as reuniões de negociação com a Secretaria de Ciência e Tecnologia.Partindo de que estamos em meio a uma agitadíssima conjuntura nacional, com uma polarização política que se expressa diariamente, nas ruas, no locais de trabalhos, nos transportes, todos estão debatendo os rumos do país. Uma greve que luta para que não sejam retirados mais direitos não pode ser encarada por fora da situação política do país. De um lado a direita reacionária junto ao "Partido do Judiciário" com Moro a frente, tenta acelerar os ritmos para impor ajustes ainda mais duros, impulsionando o impeachment ou outro golpe "judicial" como a cassação da chapa Temer-Dilma via TSE. De outro o governo do PT que esta cada dia mais questionado corre contra o tempo para se salvar, enquanto segue implementando ataques enormes.

Frente a isso nós da Juventude Às Ruas, que atuamos no Centro Acadêmico de Serviço Social e em outros cursos, propusemos que os estudantes em greve votassem uma posição clara contra o impeachment e os ajuste do governo do PT como posicionamento político da greve. A luta contra o impeachment da direita e os ajustes do PT foi aprovada por unanimidade.

No entanto, nós acreditamos que esta posição não pode ser formal, tem que ser um vivo e amplo debate em cada curso e ser parte da construção de nossa greve cotidianamente. Nossa luta unificada entre os três setores da universidade tem que ter uma posição clara e apontar na construção de um plano nacional de luta contra o impeachment da direita e os ajuste do PT.

Evidenciando sua defensividade para defender "seu" governo de ajustes, o PT e o PCdoB se calaram nessa discussão. Por outro lado, correntes que com outra formulação que se ligam com as propostas da direita golpista como o PSTU e a CST também não defenderam a sua posição de Fora Todos. Sequer disputaram os chamados dos atos do dia 31 impulsionado pela Frente Brasil Livre e pela Frente do Povo Sem Medo e nem o ato do dia 1 de Abril, convocado pela CSP-Conlutas dirigida pelo PSTU.

Mais do que nunca é necessário uma posição clara dos setores em luta que demonstre nacionalmente uma perspectiva independente deste regime podre do PT, PSDB, PMDB combatendo a direita e seu impeachment e impulsionando uma verdadeira luta contra os ajustes do PT e diferentes governos estaduais.




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