Educação

ATO NO RIO

Estudantes da UERJ com apoio de estudantes do médio e professores fecham avenida em defesa da educação pública

Na manhã dessa quarta, estudantes da UERJ, estudantes da escola ocupada Cairu e professores fecharam a Av. Radial Oeste no Rio de Janeiro e paralisaram o trânsito por duas horas em defesa da educação.

quarta-feira 11 de maio de 2016| Edição do dia

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Os manifestantes denunciaram o governo do Pezão, do PMDB, assim como o governo golpista do Michel Temer que deve assumir hoje após a finalização da votação do impeachment de Dilma no Senado.

Os estudantes denunciaram também todos os cortes e ataques na Educação e Saúde, que no Rio de Janeiro vem sendo fortemente atacados e sucateados pelo governador Pezão. Colocaram também a necessidade de unificar as lutas e greves em curso.

Os manifestantes declararam todo apoio à ocupação da E. E. Mendes Morais, que foi violentamente desocupada pelo movimento Desocupa Mendes que invadiu a ocupação e tirou os estudantes à força. A ocupação foi retomada e o movimento Ocupa Mendes segue com força.

Carolina Cacau, coordenadora do CASS e militante da Faísca, declarou que “Fechamos a avenida e fecharemos quantas forem preciso para defender nossa educação e saúde. A UERJ fica constantemente com bolsas atrasadas, as trabalhadoras terceirizadas da limpeza tem salários atrasados. Nas escolas, falta água, papel higiênico, elas alagam, não tem nenhuma estrutura, e é por isso que esses secundaristas estão ocupando e vão ocupar mais ainda. Já foram bilhões de reais cortados na saúde, processos de privatização de hospitais, são diversas denúncias que falta de materiais e estrutura para atendimento nas emergências. E enquanto o Pezão diz que não tem dinheiro, isentou dívidas da Ligth, tem dinheiro pro Museu do Amanhã, pras Olimpíadas. Seguiremos ocupando escolas, fechando avenidas e radicalizando a luta em defesa da educação e saúde".

Segundo o professor em greve Ronaldo Filho, "é urgente unificar as lutas em curso, as ocupações dos secundaristas com as lutas da UERJ, que também está em estado lamentável. Nós, que somos professores, temos que assumir essa tarefa de unificação, e não apenas em palavras. Precisamos percorres as escolas junto com os estudantes, chamar a radicalizar as ações para dar uma saída à essa crise da Educação. Isso é necessário para o fortalecimento da nossa luta. E como denunciamos aqui o golpista do Temer, nossa luta deve estar ligada a lutar contra esse golpe que está se consumando hoje, contra todos os ataques que virão com o plano nacional de governo do Temer. O Rio de Janeiro pode e deve ser exemplo, e para isso precisamos unificar e radicalizar as lutas".

O ato de hoje teve repercussão na mídia, como saiu aqui na matéria do jornal O Globo.




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