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Estudantes da FE da Unicamp exigem da UNE um plano de luta contra os ataques de Bolsonaro

Após quatro dias de paralisação, que começou antes das eleições e se encerrou nessa segunda feira, 29, os estudantes da Faculdade de Educação da Unicamp se reuniram em assembleia na última terça-feira, 30, para debater quais seriam os próximos passos.

quarta-feira 31 de outubro| Edição do dia

Foto: Assembléia dos estudantes de pedagogia de 23/10. Cap da Unicamp.

Entre as discussões, os estudantes aprovaram uma nota de dirigida à UNE, maior entidade estudantil do país que é dirigida pela UJS, juventude do PCdoB de Manuela D’avila, exigindo que rompa com sua paralisia e organize a luta contra Bolsonaro, o golpismo e as reformas.

Em um cenário político no qual um Presidente herdeiro da ditadura foi eleito nas eleições mais manipuladas da história recente do Brasil, os estudantes podem cumprir um papel essencial e decisivo para estar ao lado dos trabalhadores na luta contra os ataques à aposentadoria e à educação.

As universidades e o movimento estudantil, que são inimigos do presidente recém-eleito, já mostraram sua disposição de luta. Foram mais de 20 institutos paralisados na última semana na Unicamp, além de paralisações que aconteceram na UERJ, USP, UFMG e outras universidades. Ao lado dos trabalhadores, essas universidades podem ser verdadeiras trincheiras contra os ataques de Bolsonaro e seu projeto escravista.

Para que isso aconteça, no entanto, é necessário que a luta seja organizada por todo o país, e a UNE, que está em diversos centros acadêmicos, DCE’s, grêmios estudantis, tem um papel decisivo nessa batalha. Por isso os estudantes de pedagogia aprovaram em assembleia uma nota exigindo que essa entidade faça o que não fez até agora e construa um plano de lutas, com mesas, debates, atos pelo Brasil inteiro. Que impulsione a formação de comitês de luta contra Bolsonaro, o golpismo e as reformas, que busquem se ligar aos trabalhadores, única a saída que pode dar uma resposta de fato.

Nós, da Faísca, apresentamos essa exigência na última assembléia geral dos estudantes da Unicamp, cujo DCE é dirigido pela UJS, exigência que foi aprovada. Porém, o DCE desrespeitou a assembléia e com um método burocrático, frequente nas práticas da UJS, e publicou uma posição completamente diferente da votada em assembléia.

Confira aqui a nota aprovada e publicada pelo Centro Acadêmico de Pedagogia Marielle Franco:

Exigimos da UNE convoque as universidades por todo o país para construírem um plano de lutas (assembleias, atos, mesas), impulsionando a criação de comitês de base pra organizar os estudantes contra o Bolsonaro, o golpismo e as reformas.
A juventude pode cumprir o papel essencial na luta contra os golpistas e o Bolsonaro.

Para isso, é preciso que nossas entidades estudantis estejam fortalecidas e a serviço da mobilização nacional dos estudantes para dialogar com a população e se coloque junto dos trabalhadores pra barrar a reforma da previdência e os ataques que virão nas áreas de referência social (educação, saúde, assistência social, entre outras).




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