Gênero e sexualidade

ESCOLA SEM PARTIDO

Estudantes da FE da UNICAMP paralisam contra o Escola sem Partido

Na quarta-feira (30/08) ocorreu uma assembleia dos estudantes da Faculdade de Educação (FE) da UNICAMP na qual foi decidido por unanimidade paralisar o instituto contra o projeto de lei Escola sem Partido que aprisiona o pensamento crítico. Em Campinas, a lei da mordaça proposta pelo vereador Tenente Santini foi aprovada com caráter de urgência para votação. Enquanto estudantes de pedagogia e futuros professores, decidimos somar para barrar essa censura absurda que querem nos impor.

domingo 3 de setembro| Edição do dia

Aprovamos paralisação e fizemos um calendário de luta para segunda-feira. Na assembleia, também foi discutido como o cenário da educação encontra-se em crise junto ao desmonte das universidades e de todos os ataques aprofundados por esse governo golpista e pela burocracia universitária. Na FE, a direção está proibindo que os estudantes usem o centro acadêmico como um espaço para as mães que estudam no noturno deixarem seus filhos. Isso expressa, além de uma institucionalidade que nega que os estudantes utilizem o CA que é nosso por direito, uma enorme negligência com a permanência estudantil e com a questão das mães solteiras.

No estado de São Paulo, os prefeitos vêm racionando a merenda das crianças cada vez mais. A UERJ passa por um estado de calamidade, o orçamento das bolsas CNPq está sendo cortado em 44%, as universidades anunciam em peso que não contratarão mais professores e aprofundam sem pena a terceirização com o passar do tempo.

Enquanto isso, o Conselho Estadual de Educação quer impor uma Reforma Curricular que inibe a formação crítica que os estudantes de Pedagogia e Licenciaturas podem desenvolver, o que está diretamente ligado à luta contra o Escola sem Partido- afinal, de que adianta ter um sem o outro? Uma formação crítica não servirá para nada se não for possível transmiti-la aos alunos, assim como a liberdade de discussão na sala de aula será inútil se não tivermos formação crítica na universidade.

As lutas caminham lado a lado e é importantíssimo que levemos esse combate como central para barrar todo tipo precarização do ensino e da vida que querem nos impor. Vamos nos juntar para garantir uma escola na qual os alunos possam, de fato, ser livres para levar qualquer tipo de debate. Acompanhe aqui o calendário de paralisação:




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