Educação

LUTA CONTRA LGBTFOBIA

Estudantes da EE Architiclino Santos realizam ato contra homofobia da direção

A homofobia sempre esteve presente na sociedade. Ultimamente, vêm acontecendo vários ataques contra os LGBTs. Hoje, dia 21 de junho, na E.E. Architiclino Santos localizada na zona oeste de São Paulo, ocorreu um ato organizado pelos estudantes contra a LGBTfobia.

quarta-feira 22 de junho de 2016| Edição do dia

A escola tem um grande número de alunos homossexuais, que ultimamente vêm sofrendo vários ataques. Além das “piadinhas” corriqueiras por parte dos alunos e de alguns professores, coisa de quem não presta atenção no que diz e não sabe o que fala, a gestão da escola resolveu avançar sobre os direitos dos LGBTs se expressarem.

Semana passada dois alunos se beijaram no refeitório e foram reprimidos pela direção, alegando que eles não podiam se beijar porque as pessoas ficavam incomodadas com aquilo. Na sexta-feira um casal de meninas também foi oprimido pela direção, que comunicou aos responsáveis das mesmas. São dois casos entre outros no mesmo sentido. Um casal heterossexual se beijou no mesmo dia, coisa que acontece diariamente. Os pais deles também foram convocados, mas ficou claro que a direção tomou essa atitude na defensiva, para não saírem como homofóbicos. A comunidade LGBT da escola se incomodou, organizando o ato.

Fizemos cartazes e confeccionamos pulseiras para distribuição. Porém na hora do intervalo, momento onde íamos colar os cartazes, toda a gestão estava presente no pátio em nossa volta (coisa que não acontece normalmente) e não deixou colar os cartazes. Ocorreu um grande tumulto. A nossa intenção era colar os cartazes, para ver a reação de todos, gerando assim um debate para tomar uma atitude maior a respeito dos acontecimentos. Também foi feito um abaixo assinado e entregue à direção, por iniciativa do grêmio.

Com todo o tumulto, quatro alunos foram para a direção “conversar”. Nenhum de nós abaixou a cabeça, muito pelo contrário. No começo, tentaram nos oprimir, não queriam deixar a gente falar e tentaram fazer uma lavagem cerebral em nós. Mas eles perceberam que nós não íamos desistir e acabaram dando espaço para uma longa conversa. No final falaram que não podíamos colar os cartazes e, em troca, prometeram que assim que voltarmos de férias eles vão se reunir com os professores para fazerem um projeto com os alunos, não só sobre homofobia mas preconceito em geral.

Se isso vai mesmo acontecer, nós não sabemos. Com os acontecimentos de hoje percebemos que só com luta podemos avançar e tentar de todas as maneiras acabar com a opressão! CHEGA DE HOMOFOBIA, SOMOS TODOS HUMANOS, PRECONCEITO PORQUÊ E ATÉ QUANDO?




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