Juventude

ELEIÇÕES D.A FUNDAÇÃO SANTO ANDRÉ

Estudantes começam se organizar para as eleições do Diretório Acadêmico

segunda-feira 8 de agosto| Edição do dia

Nesta semana de retorno as aulas, os estudantes foram surpreendidos pela abertura do Edital das eleições do Diretório Acadêmico. Sem passagens em sala para avisar da abertura do edital ou um cartaz sequer, muitos estudantes contam, em meio a desinformação, com apenas com 2 semanas para se organizarem e debaterem um programa para disputar as eleições da entidade.

Na quinta-feira foi chamada uma primeira reunião pela juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária que reuniu estudantes da psicologia, geografia, ciências sociais e história para começar uma conversa sobre a importância da participação nas eleições deste ano, num momento que o golpe institucional se consolida no Congresso Nacional e os ataques a educação são cada vez mais sentidos, principalmente nas universidades com altas mensalidades.

No sábado os estudantes voltaram a se encontrar antes das aulas para aprofundar o debate programático. Nianza Xavier, estudante de Psicologia contou ao Esquerda Diário que querem construir uma nova tradição do movimento estudantil que não desligue as demandas cotidiana dos estudantes das tarefas do movimento estudantil frente as grandes questões nacionais como a necessidade de conformar uma oposição ao governo golpista de Temer sem apoiar de maneira alguma o "volta Dilma" do PT. "Queremos ser uma chapa que faça o grito das ruas do Fora Temer também ecoe nas universidades, e sabemos que podemos contar com muitos dos estudantes nessa luta". Carolina Oliveira também estudante da Psicologia completou "Eu como lésbica e futura psicologa quero que meu curso seja parte desta luta que também é em defesa das mulheres e dos LGBT contra as tentativas da bancada evangélica e dos setores conservadores que ajudaram neste golpe para arrancar nossos direitos".

Sobre a crise financeira que passa a universidade, Rafael Magrão estudante da Geografia disse que a chapa tem uma proposta para que os estudantes e os trabalhadores da universidade não tenham de pagar por ela. "Para nós, é claro que a resolução 012 votada pelo Conselho Diretor é uma tentativa de que nós paguemos pela crise e desta forma fechem os cursos de licenciatura que estão aí desde o surgimento desta universidade e sempre se enfrentaram com este projeto privatista que as reitorias historicamente querem implementar, mas não conseguiram". "Por isso debatemos entre nós que além de não reconhecermos estes conselhos burocráticos que só servem para votar ataques aos estudantes e aos trabalhadores, é seguir a luta para que a prefeitura de Carlos Grana (PT) pague os 28 milhões que deve a universidade ao mesmo tempo que precisamos reduzir as mensalidades radicalmente, exigir abertura de bolsas e convênios que ajudem aos estudantes a não ficarem inadimplentes. Tudo isso, todavia, sem a abertura dos livros de contabilidade não permite com que saibamos realmente o tamanho da crise e como superá-la".

Jenifer Tristan também foi entrevistada pela equipe do Esquerda Diário e nos informou que os próximos passos é chegar nos demais cursos que não estavam na reunião para avisá-los do processo de formação de chapa e debater a importância de ter uma grande chapa em defesa da universidade para fazer a força dos estudantes pesar nas decisões dos rumos da universidade. Contou a estudante de Ciências Sociais: "O fim do ano anuncia mais um aumento de mensalidade e para impedir este aumento assim como barrar a Resolução 012 que falou Magrão só podemos contar com a força dos estudantes organizados para fazer frente a isso. Diferente da antiga gestão, não queremos prometer que vamos solucionar os problemas dos estudantes, mas transformar o Diretório Acadêmico numa verdadeira ferramenta dos estudantes para se organizar e debater suas demandas e sua luta. Por isso, discutimos que se formos eleitos, nossa chapa chamará as demais chapas concorrentes a conformar uma gestão proporcional, para que todos os votos sejam validos e proporcionalmente estejam representados na gestão, para que a experiência com as distintas formas de pensar e as estratégias de cada chapa possam ser colocadas a prova".

Os estudantes haviam feito um chamado público ao coletivo Primavera Socialista, que não compareceu na reunião no último sábado e não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de união. O que lamentaram os estudantes que estão se organizando, pois segundo eles seria um momento muito importante da unidade dos movimentos de esquerda para enfrentar a reitoria e o governo nacional.




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