PELO FIM DO VESTIBULAR

Estudante sofre ataque cardíaco e morre ao fazer a prova do ENEM

A jovem pernambucana, Beatriz Gomes, sofreu um ataque cardíaco e morreu no segundo fim de semana de prova do ENEM.

quarta-feira 13 de novembro| Edição do dia

Beatriz Gomes Borges estudava na Escola de Referência em Ensino Médio Santa Ana, no Jardim Atlântico, Olinda, Região Metropolitana de Recife.

O sonho da jovem de 18 anos era cursar arquitetura, mas nesse domingo (10) ao realizar as prova de exatas e natureza, teve um ataque cardíaco e morreu. Foi socorrida, mas não adiantou.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, em carta assinada lamentou “profundamente o falecimento da participante do Exame Nacional do Ensino Médio 2019, Beatriz Gomes Borges”.

Contudo, sabemos que Beatriz é mais uma vítima desse filtro social que é o ENEM e vestibulares. Temos de lutar para que eles sejam extinguidos e todos o que querem estudar no ensino superior tenham o total acesso. Na Argentina não há vestibulares, quem quer cursar uma graduação é só se matricular, ao contrário do que é aqui.

Dessa maneira, temos de lutar pelo fim do vestibular, para que não haja mais vítimas desse sistema que se mascara como “meritocrático”, mas que sabemos a maioria dos que ingressam têm muito mais condições (escolas particulares, cursinhos, não precisar se preocupar em trabalhar para comer...) do que os filhos em geral da classe trabalhadora.

Sempre ficamos sabendo de pessoas que não conseguem chegar na hora porque mora muito longe e o transporte público não passou ou toda uma série de acontecimentos, além das pessoas que tiveram acesso ao um ensino precário e que não tem tempo de estudar por causa das jornadas de trabalho e preocupações de subsistência.

O vestibular serve para nivelar por cima e impedir ao máximo que os pobres tenham acesso a esse “privilégio” que na verdade deve ser um direito.

É por isso que nós do Esquerda Diário e Juventude Faísca, lutamos pelo fim do vestibular e também pela estatização das universidades privadas para ser possível o ingresso em massa das classes mais oprimidas. Para que todos tenham acesso ao ensino superior, sem mais filtros sociais, sem mais vítimas: sigamos o exemplo da Argentina.




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