Sociedade

TORTURA

Estudante é espancado durante 40 minutos por seguranças da CPTM

O estudante de 16 anos, ao tentar entrar na CPTM, na estação de Itaquera, foi agredido pelos seguranças dentro do vestiário por 40 minutos, com o único objetivo do sadismo da tortura.

quinta-feira 31 de outubro| Edição do dia

Na última sexta feira (25), um estudante de 16 anos foi submetido a uma sessão de espancamento por parte dos seguranças da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o jovem tentou entrar na estação Corinthians- Itaquera, que fica na Zona Leste da Capital.

O jovem estuda no período da manhã e durante o dia, tenta complementar a renda da família, vendendo produtos nos trens, a mãe é diarista e a irmã trabalha fazendo bicos. O que coloca a necessidade para o jovem de levantar dinheiro para a sua casa.

Por volta de 18:30 da noite, eles junto a um amigo tentam pular a catraca para não pagar as passagens, já que com os alto preço do transporte os adolescentes não tinham o valor completo para 2 passagens, os seguranças não o deixaram entrar. Depois de pedir dinheiro para outros passageiros completaram o dinheiro e ao tentar na estação foram impedidos pelos seguranças.
Sob xingamentos, empurrões e agressões diversas, os adolescentes foram impedidos de entrar, como ele ficou com muita raiva da postura dos seguranças, tentou tacar uma pedra, como forma de revide (que não certou em ninguém). Assim o adolescente foi pego pelos seguranças e levado ao vestiário onde começam as agressões.

Em um país herdeiro da escravidão, jovens periféricos e negros são sempre alvo

Ele relata que jogado no chão, apanhou com cassetete, tapas, socos e chutes. Existia um cano de ferro do seu lado e a cada agressão ele batia com a cabeça no cano. A boca cortou e sangrou fruto dos atritos com o aparelho dentário.
A sessão durou cerca de 40 minutos e contou com 7 seguranças, isso 7 seguranças, agredindo um adolescente de 16 anos, pura covardia! Nas fotos fica visível a situação, com machucados nas costas, orelha, rosto, pescoço, ou seja, por quase todo o corpo.

Depois de 40 minutos de tortura só depois de uma hora ele consegue falar com sua mãe, já eram umas 19:40. Ela foi até a estação saber o que havia acontecido e chegando lá a situação piora, a chefe de segurança, debochou, riu da cara da mãe do adolescente, dizendo que não poderia fazer nada por ela, depois de entrar o filho espancado covardemente por 7 seguranças.
No dia do ocorrido, mesmo com pouca mercadoria, ela foi apreendida pelos mesmos seguranças. Foi registrado um B.O na 50°DP, o registro ficou como lesão corporal ao adolescente que foi caminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para realizar exames de corpo de delito.

A CPTM carrega um histórico de agressões e violações

Ao ser questionada a empresa respondeu que “Não admite e não compactua com casos de violência”, mas isso não é totalmente verdade, em maio deste ano 3 seguranças foram afastados, acusados de agredir um passageiro e ambulante, na estação da Luz.

Os casos de agressões entre funcionários e ambulantes aumentaram esse ano com a política de endurecimento das ações de combate ao comercio ilegal. Um fato é que todo mundo está tentando uma localização no mercado de trabalho, formas de ganhar dinheiro para sustentar suas casas fruto do expressivo desemprego no país, ao tratar os ambulantes como inimigos a CPTM dá margem para que agressões aconteçam e os seguranças se sentem legitimados a tortura.

No início da gestão de Dória ele chegou a mencionar que iria colocar policiais militares em horário de folga nas estações para combater os ambulantes, o número de retenções realizadas em janeiro e fevereiro de 2019, chegou a 13.073 apreensões, comparado ao mesmo período no ano anterior (2018) 8.295, houve um aumento de 57,6%.




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