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RIO DE JANEIRO

Estudante de 14 anos é baleada em colégio estadual na Baixada Fluminense

quarta-feira 5 de julho| Edição do dia

Na manhã desta quarta-feira (05), uma jovem estudante de 14 anos, foi atingida durante um tiroteio durante intervalo das aulas no pátio do colégio estadual Ricarda Leon, localizado no bairro São José em Belford Roxo, cidade da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro.

O tiroteio teria ocorrido, segundo informações do portal G1, entre traficantes próximo em avenida próxima ao colégio que por sua vez, está na região favela Caixa D´Água. Porém ainda não foram apuradas maiores informações sobre de onde realmente teriam partidos os disparos que feriram a estudante.

A vítima foi encaminhada para cirurgia no Hospital da Posse que recolhe diariamente uma média de 2 baleados. Somente neste ano, foram recebidos 365 baleados, números que revelam a tragédia social diária reforçada pela violência policial e o descaso do Estado para com as condições de vida da população.

Protesto por justiça pela morte de criança na Zona Sul do Rio

Ainda no estado do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (04), a menina [Vanessa dos Santos de dez anos foi morta (veja mais aqui) por tiros que teriam partido de arma de policiais, no bairro Camarista Méier, no Lins, Zona Sul do Rio.

No início da tarde desta quarta-feira (05), houve protesto de moradores do bairro denunciando a polícia e papel das UPPs, pedindo o fim da violência, justiça e investigação pela morte de Vanessa.

É preciso reafirmar o papel do Estado e sua responsabilidade por casos como estes, de mortes de crianças e jovens, sobretudo negros e negras, pelas mãos da polícia e do tráfico. Como declarou Carolina Cacau, nesta terça-feira (04): “É cada vez mais gritante a violência absurda no Rio e tantas mortes de moradores e jovens negros nas favelas. A polícia e o Estado justificam essas operações com a guerra as drogas, mas sabemos a hipocrisia que é, pois os grandes traficantes e a polícia seguem enriquecendo as custas de tantas mortes como a da menina Vanessa. Essa violência é fruto também da retirada de direitos e ataques aos serviços sociais da população, e da miséria que Pezão e o governo Temer nos submetem com o desemprego e reformas.




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