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COPA DO MUNDO DO CATAR

Estrela do Real Madrid, Kroos denuncia condições de trabalho dos operários do Catar

Campeão da Copa de Mundo de 2014 com a Alemanha, o meio campo Toni Kroos disse que foi um erro que o Catar receba a Copa do Mundo de 2022, denunciando as condições de trabalho dos imigrantes que constroem os estádios e também a perseguição a população LGBT.

quinta-feira 1º de abril| Edição do dia

(Foto: Reprodução Twitter)

Em seu podcast semanal, o jogador afirmou que é um erro que o Catar tenha sido escolhido para a Copa do Mundo.

“Muitos dos trabalhadores são imigrantes e trabalham sem pausas em um calor de 50 graus. Eles não tem nutrição adequada e falta água potável, o que é loucura nessas temperaturas” disse Kroos. “A segurança deles não é garantida de maneira nenhuma, não tem cuidado médico e tem também exemplos de violência contra os trabalhadores.”

Ele denunciou a perseguição a população LGBT no país, onde homossexuais podem ser presos por até 3 anos. “Essas questões são simplesmente inaceitáveis” ele adicionou.

No entanto, Kroos se colocou contra um boicote a Copa, como tem sido pedido por times noruegueses. Ele disse que um boicote não mudaria as coisas, pois esta é uma situação geral do Catar, e não apenas específica da Copa do Mundo. Ele afirmou que times e jogadores devem usar sua visibilidade para denunciar esta situação antes e durante a Copa do Mundo de 2022.

Segundo o jornal inglês The Guardian, pelo menos 6500 trabalhadores imigrantes morreram no Catar desde 2010, quando foi anunciada a Copa do Mundo, muitos deles trabalhando diretamente na construção de estádios do torneio. O próprio jornal afirma que este número pode estar sendo subestimado.

Veja também: Trabalhadores imigrantes se rebelam no Catar para exigir salários




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