Sociedade

Estatísticas do descaso: Ministério da Saúde fez “desaparecer” morte e casos de covid-19 no Amazonas

No balanço divulgado às 20h desta segunda, 04, o Ministério da Saúde “sumiu” com as informações de 1 morte e 71 casos informados algumas horas antes na atualização dos dados estaduais do Amazonas.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

O balanço divulgado às 15h desta segunda, apresentava para o estado do Amazonas 7.313 casos confirmados e 585 mortes causadas pela covid-19. No balanço divulgado às 20h, os números “caíram” para 7.242 casos e 584 mortes. A matéria, divulgada pelo UOL, não havia tido retorno do Ministério da Saúde até o momento de sua publicação.

Ainda que tenha ocorrido algum engano no processamento das informações, isso apenas expressa o que é o total descaso e desleixo do Ministério da Saúde, que tem à frente Nelson Teich, um verdadeiro capacho de Bolsonaro e militares, na condução da crise causada pela pandemia. E se foi uma manobra intencional de deliberadamente maquiar as estatísticas, a atitude do governo se torna ainda mais grave e escandalosa.

Qualquer das possibilidades, uma vez que o Ministério da Saúde até o momento sequer se preocupou em esclarecer o ocorrido, são parte da lógica “E daí?” do governo Bolsonaro de profundo desprezo pelas milhares de mortes que já ocorreram e dezenas de milhares de infectados que seguem aumentando exponencialmente em todo o país.

No Amazonas, onde a situação já ultrapassou os limites do colapso, Teich estampa o desprezo do governo Bolsonaro em seu discurso cínico sobre haver recursos escassos para o combate ao coronavírus (ninguém viu escassez na liberação de R$ 1,2 trilhão sem demora para socorrer os bancos).

Tudo o que seria mais necessário e urgente para quem prioriza a vida e a saúde da população em meio ao aprofundamento da pandemia, o governo Bolsonaro coloca do avesso, priorizando o lucro dos empresários.

Tomar medidas emergências para um real combate ao coronavírus passa por garantir testes massivos e ampliar a capacidade de leitos unificando sob o SUS a rede privada e pública, sob o controle dos trabalhadores da saúde, garantindo EPIs, insumos, respiradores e mais contratações para reduzir a exposição dos profissionais de saúde a jornadas extenuantes de trabalho.




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