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Estatal Dersa tem R$ 15 bilhões em contratos sob suspeita em governos tucanos

A empresa DERSA é responsável pelas obras viárias em São Paulo e está com mais da metade de seus investimentos feitos nos últimos 10 anos (pelo menos R$ 15 bilhões) sob suspeita. Suspeita-se desde irregularidades em desapropriações até a denúncias de corrupção, ocorridas durante a gestão de José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin.

terça-feira 3 de julho| Edição do dia

Dentre as obras investigadas está o Rodoanel Mário Covas, que demoraria 8 anos e custaria 9,9 Bi até ficar pronto, entretanto, já se passaram 20 anos e se gastou mais de 19,7 Bi (praticamente o dobro) e ainda não foi entregue.

Segundo depoimentos de delatores da Lava Jato, especialmente ex-executivos da Odebrecht, mostram haver na Dersa um cenário que lembra o que ocorreu na Petrobras, como interferência política, doleiros, operadores financeiros para lavar dinheiro e agentes públicos suspeitos de gerenciar cartéis de empreiteira.

Desde 2009 até agora, o Ministério Público do Estado de São Paulo abriu mais de 90 inquéritos contra a DERSA, porém, os que chegaram à Justiça foram somente os referentes a pequenos valores em desapropriações, mostrando abertamente a blindagem dos governo tucanos.

E mais do que isso. Os últimos dois anos deixaram desenhado de maneira caricata o quanto a Lava Jato direciona bem as suas "investigações", pesando sempre onde é mais ou menos favorável politicamente a toda a casta política dos Poderes. O PSDB já foi blindado muitas vezes pela Lava Jato, que atua justamente favorecendo a que muitos políticos sigam na "farra do boi".

Não confiamos no PSDB. Tampouco confiamos na Lava Jato.
As investigações devem ser feitas de maneira independente pelos trabalhadores e a população, incluindo os trabalhadores da estatal, que deveriam como mínimo serem os primeiros a saber de todos os gastos que a empresa teve e tem hoje.




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